Seguindo o movimento de queda pelo quinto dia consecutivo, a B3 apresentou, no dia de hoje, baixas de até 1,9% nas cotações, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Como vimos repetindo aqui, o movimento é uma tendência dos últimos meses do ano, e que ganha força com cada vez mais fatores afastando a possibilidade de outro ano como 2020, em que vários fatores acarretaram percas intensas nas safras dos principais estados produtores”, comenta.
“Não somente isto, mas a continuidade de números de importação acima daqueles vistos no ano passado, deve continuar os movimentos de tendência, que somente devem ser interrompidos por maiores números nos portos. No fechamento, os contratos se dispuseram da seguinte forma: novembro/21 foi cotado à R$ 85,30 (- 1,90%); o janeiro/22 valeu R$ 86,01 (-1,36%); o março/22 foi negociado por R$ 86,50 (-1,01%); e o maio/22 teve valor de R$ 82,56 (-0,83%)”, completa.
Em Chicago o milho fechou em leve alta, puxado pelas altas da soja e trigo. “A cotação do milho para dezembro21 fechou em alta de 0,77% ou 4,25 cents/bushel a $ 555,75. Já a cotação de julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou em alta de 0,79% ou 6,50 cents/bushel a $ 572,75”, indica.
“As causas da alta desta terça-feira foi a sustentação vinda das altas da soja e do trigo. A partir de seus fundamentos, o USDA forneceu dados neutros, em linha com o que o mercado descontou para produção e estoques finais para os Estados Unidos. O USDA aumentou o rendimento médio nacional de milho em meio acre para 11.903,44 kg/hectare líquido. Isso deixou a produção 43 mbu (1,09 MT) superior a 15.062 bbu (382,57 MT), quando o mercado esperava 15.05(387,27 MT). O estoque final doméstico foi reduzido em 7 mbu (177,8 mil t), implicando em um uso adicional de 50 mbu (1,27 MT) em relação à previsão de outubro. Esse uso extra veio por meio de um aumento do etanol, agora em 5.250 bbu (133,35 MT)”, conclui.