Exportação de açúcar e café só recua se o conflito for prolongado


Agronegócio

Exportação de açúcar e café só recua se o conflito for prolongado

Por: -Admin
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As exportações brasileiras de açúcar e café para o Oriente Médio deverão ficar imunes aos efeitos de um iminente ataque norte-americano ao Iraque, pelo menos nesse primeiro momento.

Atualmente, o Brasil envia para o mercado iraquiano cerca de 190 mil toneladas de açúcar, que poderão ser absorvidas por outros países caso seja inviável o embarque de açúcar para aquele país, segundo a analista de marcado da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), Elisabete Serodio. “Contamos com uma guerra de aproximadamente 20 dias naquela região. O que seria embarcado no período para o Iraque poderia ser adiado.”

O mercado brasileiro de açúcar apenas sentirá os efeitos da guerra caso sejam interrompidos todos os embarques para a região, pois os países do Oriente Médio formam um bloco considerável nas exportações brasileiras de açúcar. No ano passado, configuraram entre os principais compradores do Brasil: o Egito, com 1 milhão de toneladas; Emirados Árabes, com 809 mil toneladas; Irã, com 601 mil toneladas e Arábia Saudita, com 388 mil toneladas.

Segundo Elizabete, o Iraque apareceu pela primeira vez no ranking dos 20 maiores importadores de açúcar brasileiro no ano passado. “A Rússia continua sendo o principal importador do produto nacional, com 2,3 milhões de toneladas/ano.”

Café

As exportações de café brasileiras não serão afetadas diretamente pela possível guerra contra o Iraque, afirmou o diretor do Conselho dos Exportadores de Café Verde do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga.

Segundo o executivo, o Brasil não exporta para os países que estarão ligados diretamente ao conflito e dessa forma o transporte e os embarques não terão conseqüências maiores. “Nós poderemos sentir um efeito indireto causado pelo nervosismo do mercado em torno da guerra. Os preços do café nas bolsas internacionais já caiu cerca de 1,5%, mas é fácil reverter esse quadro se o conflito não for prolongado.” O Brasil embarca café para o Líbano, Síria e Egito, que teoricamente estariam fora da área de risco.


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