Exportação de álcool para Caribe bate recorde

Agronegócio

Exportação de álcool para Caribe bate recorde

As exportações de álcool para países da América Central estão 18% superiores
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As exportações de álcool brasileiro para países da América Central estão neste ano 18% superiores a todo volume realizado em 2006. Entre janeiro e julho, foram 561,5 milhões de litros, ante os 475 milhões de litros registrados nos doze meses do ano passado, segundo levantamento do Ministério da Agricultura. A previsão é que esse volume seja elevado nos próximos anos e a operação se consolide como rota de exportação indireta aos Estados Unidos, sem ônus da taxa de US$ 0,54 por galão (3,8 litros).

A vantagem já faz com que muitos dos que investem em produção de álcool no Brasil também adotem a estratégia de construir usinas de desidratação de álcool nos países caribenhos. A Coimex Trading liderou esse processo com a implantação, em 2004, de uma planta industrial com essa finalidade em parceria com a estatal jamaicana Petrojam. Foram investidos US$ 12 milhões para implantar capacidade de produção de 180 milhões de litros de álcool anuais. A empresa anunciou que está finalizando novo acordo com a estatal jamaicana para estender o acordo até 2011 e duplicar a capacidade da fábrica, que usa 100% de etanol brasileiro.

"Considerando a atual demanda por álcool nos Estados Unidos (28 bilhões de litros) estimo que haja espaço para dez projetos do porte do da Coimex nos países Caribenhos, dos quais cerca de cinco já existam", avalia Júlio Maria Borges, da Job Consultoria. A trading CristalServ também possui usina de desidratação de álcool em El Salvador, resultado de uma join-venture com uma empresa americana e uma local. "As empresas brasileiras atuam junto com grupos locais e americanos como mecanismo de proteção contra medidas restritivas dos Estados Unidos", avalia Angelo Bressan, diretor de Álcool e Agroenergia do Ministério da Agricultura. A Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco), do ex-presidente da Petrobras, Henri Philip Reichtsul, e a divisão do Grupo Odebrecht, também planejam a construção de unidades de desidratação de álcool no Caribe.

A exportação de álcool pelo Brasil em quantidades significativas é recente, assim como o uso do Caribe como via indireta para os Estados Unidos. Segundo Gil Barabach, analista da Safras & Mercados, no ano comercial 2002/03, o Brasil exportou no total 680 milhões de litros, volume que só foi aumentar significativamente, a partir de 2004/05, quando o total embarcado superou 2,5 bilhões de litros. "Acredito que foi neste momento que se iniciou as exportações aos americanos via países caribenhos".

A produção de álcool do Brasil na safra 2007/08 será de 21 bilhões de litros, o que demandará exportação de 4 bilhões de litros para equilibrar os preços internos do álcool que estão em queda desde abril. Na última semana, o hidratado e o anidro voltaram a cair na usina, 1,42% e 0,49%, respectivamente.


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