Exportação de café gerou receita cambial de US$ 808 milhões no primeiro bimestre de 2018

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Exportação de café gerou receita cambial de US$ 808 milhões no primeiro bimestre de 2018

Alemanha e os Estados Unidos lideram a compra dos cafés do Brasil com 18,5% e 17,2% do volume exportado
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O café brasileiro foi exportado para 99 países nos dois primeiros meses deste ano de 2018, volume que atingiu o equivalente a 5,040 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa uma queda de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com isso, a receita cambial também teve um ligeiro declínio e alcançou quase US$ 808 milhões. Somente no mês de fevereiro foram exportadas 2,355 milhões de sacas que obtiveram receita cambial um pouco superior a US$ 377 milhões e preço médio da saca a US$ 160,14.

Os dados e números da performance das exportações dos Cafés do Brasil, nos dois primeiros meses de 2018, fazem parte do Relatório mensal fevereiro 2018, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, o qual está disponível na íntegra no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café. Além dos destaques objeto desta análise, o Relatório traz ainda vários outros dados, informações e análises, gráficos estatísticos sobre as exportações brasileiras de café que merecem ser conferidos pelos diversos segmentos que têm interesse no setor cafeeiro nacional.  

Principais importadores do café brasileiro

No ranking dos cinco principais países importadores de Cafés do Brasil, no primeiro bimestre deste ano de 2018, figuram em primeiro e segundo lugares, respectivamente, a Alemanha e os EUA, com 18,5% (933,60 mil sacas) e 17,2% (866,29 mil sacas). A Itália, em terceiro, com 11,2% do volume exportado (562,36 mil sacas), na sequência, em quarto lugar, desponta o Japão, com 8,3% (419,67 mil sacas) e, por fim, em quinto, a Bélgica, com 6% (303,29 mil sacas). Entretanto, se comparadas às exportações totais de café no mês de fevereiro de 2017 (2,590 milhões de sacas) com fevereiro de 2018 (2,355 milhões), verifica-se que houve um recuo de 9,1%.  

Exportação de café em 2018

No contexto das exportações do mês de fevereiro deste ano, objeto desta análise, verifica-se que o tipo de café mais embarcado foi o arábica, cujo volume representou 89,1% do total remetido ao exterior (2,099 milhões de sacas), seguido pelo solúvel – com 10% (236,34 mil sacas), e o robusta, com 0,9% (20,10 mil sacas).  Com essa performance, nota-se que fevereiro teve um tímido crescimento nas exportações de cafés robusta e, em contrapartida, uma certa recuperação nas exportações de cafés diferenciados, os quais atingiram 942,32 mil sacas, ou seja, houve um crescimento de 25% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os cafés diferenciados são os que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis e incluem os cafés especiais.  

Artigo do Cecafé sobre o Código Florestal

Dentre essas informações e análises, merece também destaque o artigo publicado no Relatório mensal fevereiro 2018 do Cecafé intitulado ‘Código Florestal: Constitucionalidade mantida’, do qual extraímos alguns trechos: “A aprovação do Novo Código Florestal, em 2012, deu ao país um marco legal para a proteção da vegetação nativa (…) com a definição de regras para a regularização das propriedades rurais neste quesito. O Código trouxe, entre diversas disposições, o CAR, Cadastro Ambiental Rural; e o PRA, Programa de Regularização Ambiental. A junção de todos os cadastros (…) tem demonstrado a fotografia do uso e ocupação das terras, e a sustentabilidade do setor, por meio dos expressivos ganhos de produtividade nas últimas décadas, com a manutenção de vegetação nativa protegida dentro das propriedades rurais”. Conforme o artigo, “(…) 91% dos produtores cadastrados no CAR possuem menos de quatro módulos fiscais e, juntos, ocupam 11% do território nacional (…)”.  

Por fim, conclui o artigo que “Com a constitucionalidade do Código Florestal, a sociedade e os poderes constituídos demonstram um melhor conhecimento das competências e de sua responsabilidade socioambiental do setor agropecuário brasileiro.  A relevância social da cafeicultura nacional, pois 85% dos mais de 300 mil produtores são de pequeno porte, e os elevados índices de proteção ambiental nas regiões produtivas, demonstram a sustentabilidade da atividade. Dessa forma, a decisão do STF foi de fundamental importância para o Brasil, líder absoluto no mercado global de café”.
 

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