Exportação de carne bovina tem receita recorde no semestre

Agronegócio

Exportação de carne bovina tem receita recorde no semestre

Os embarques são motivados pela capilaridade do setor frigorífico
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As exportações da carne bovina fecharam o primeiro semestre com receita inédita de US$ 2,2 bilhões, um crescimento de 31% na comparação com igual período do ano passado. Foram embarcadas 1,363 milhão de toneladas, 26,69% acima do verificado no mesmo semestre de 2006.

Otimista com o resultado do semestre, o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Camardelli, diz que o incremento das exportações é motivado por vários fatores. Citou principalmente a capilaridade do setor frigorífico de trabalhar com unidades em estados diferentes conseguindo atender países que embargaram as compras de alguns estados devido à febre aftosa.

Acrescentou o investimento em marketing no exterior pela a associação em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) para promover o produto brasileiro em feiras, levando a carne direto ao consumidor estrangeiro.

Apesar do forte dinamismo das vendas externas da carne bovina no semestre, a Abiec manteve a estimativa de crescimento entre 10% e 15% tanto em receita como em volume embarcado para o fechamento do ano. Só o faturamento do produto exportado deverá atingir um recorde de US$ 4,6 bilhões, 15% mais que os US$ 4 bilhões do ano passado. A cifra é considerada "representativa’’ por Camardelli.

Entretanto, a pecuária brasileira ainda se depara com o embargo de cerca de 30 países, problema que ainda não foi resolvido. São eles, a União Européia, que sozinha abrange 27 países, África do Sul e Chile. No caso do Chile, Camardelli não considera um embargo. "O Chile pratica uma sanção econômica financeira sem nenhuma responsabilidade, pois não existe justificativa técnica e plausível para o embargo", disse o diretor da Abiec. "Por que eles compram a carne do Paraguai?".

Para ele, o Chile usa a estratégia porque o salmão chileno não é aceito no Brasil. Eles vendem o salmão com se fosse natural, mas o peixe é criado em cativeiro e os produtores locais usam corante para o peixe obter a cor natural. O Chile importava do Brasil 60 mil toneladas anuais da carne do País.

Entretanto, em junho, a receita foi de US$ 349 milhões, 0,60% mais em relação a igual mês de 2006. O volume exportado foi estimado em 208 mil toneladas, uma queda de 0,98%.

Segundo Camardelli, a Venezuela já está entre os 10 maiores países compradores da carne do Brasil. O setor está fechando acordo com Cuba para ser o próximo comprador de carne in natura. "Eles vêm em outubro fazer análises de risco, e possivelmente teremos um novo país habilitado", disse.


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