Exportação de mel volta a crescer em julho
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Agronegócio

Exportação de mel volta a crescer em julho

Estados Unidos continuaram sendo o principal mercado, responsáveis pela compra de US$ 4,18 milhões do alimento
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Estados Unidos continuaram sendo o principal mercado para o mel brasileiro, responsáveis pela compra de US$ 4,18 milhões do alimento

Brasília - As exportações de mel voltaram a crescer em julho. No mês passado, foram exportados US$ 5,77 milhões do produto, com aumento de 4,2% em relação a junho. Em quantidade, foram 2,4 mil toneladas, uma alta de 5,4%.

Na comparação com julho de 2009, a receita de exportação cresceu 14%. Boa parte desse incremento decorreu do aumento do preço médio do produto, que subiu 13,4% período, chegando a US$ 2,88 por quilo em julho passado. Em relação a junho último, o preço médio teve recuo de 1%.

Na avaliação do coordenador nacional de apicultura do Sebrae, Reginaldo Rezende, essa tendência de aumento das exportações brasileiras de mel deve continuar. De acordo com ele, o mercado é comprador, característica que tende a permanecer por um longo período. “Os estoques internacionais de mel ainda continuam abaixo dos níveis normais, caracterizando-se uma situação de vazio de oferta, com as quantidades ofertadas inferiores aos volumes demandados. Os problemas climáticos ainda continuam sendo fator de interferência na safra. Em 2009 ocorreram incêndios na Austrália, seca na Argentina e, recentemente, enchente na China”, afirma Reginaldo.

Destino das exportações

Em julho, os Estados Unidos continuaram sendo o principal mercado para o mel brasileiro, absorvendo74,4% das exportações nacionais, ou US$ 4,18 milhões. O preço médio exportado para os EUA, no entanto, ficou em US$ 2,83 por quilo, abaixo da média das exportações totais. A Alemanha, segundo mercado, foi o destino de 10,2% do mel brasileiro e importou US$ 621 mil a um preço de US$ 3,04 por quilo. A Áustria absorveu 7,0% (US$ 402 mil) das exportações de mel, pagando US$ 2,85 por quilo.

Entre os estados exportadores, a liderança permanece com São Paulo, que registrou vendas de US$ 1,9 milhão, respondendo, sozinho, por 33,2% do total embarcado para o exterior. Em seguida vem o Rio Grande do Sul, com US$ 1,5 milhão. O terceiro exportador foi o Ceará (US$ 906 mil), seguido do Piauí (US$ 569 mil), Paraná (US$ 490 mil), Minas Gerais (US$ 101 mil), Rio Grande do Norte (US$ 98 mil) e Santa Catarina (US$ 51 mil).

Três estados obtiveram preços acima da média de US$ 2,88 por quilo: Paraná (US$ 3,16), Ceará US$ 2,97) e Piauí (US$ 2,92). Os demais tiveram preços abaixo da média: São Paulo (US$ 2,84), Rio Grande do Sul (US$ 2,81), Bahia (US$ 2,75), Minas Gerais (US$ 2,70), Rio Grande do Norte (US$ 2,60) e Santa Catarina (US$ 2,57).

Reginaldo Rezende ressalta que o Sebrae tem atuado junto ao segmento como uma agência de desenvolvimento que, além de suprir o setor com soluções tecnológicas e gerenciais e de organização setorial/social, realiza um trabalho de articulação de parcerias públicas e privadas. Ao todo são 473 parceiros envolvidos em âmbito municipal, estadual, federal e internacional, que atuam em 69 projetos e atendem a cerca de 13.500 apicultores. “Nenhuma instituição é capaz de, isoladamente, responder ao desafio de promover uma apicultura integrada e sustentável”, disse.

Seviço:
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800


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