Exportação lota portos de Paranaguá e Santos
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Agronegócio

Exportação lota portos de Paranaguá e Santos

450 caminhões aguardam para descarregar açúcar no Porto de Santos
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Os importadores de açúcar brasileiro que negociarem nesta segunda-feira (2) um carregamento do produto apenas conseguirão embarcá-lo, pelo Porto de Santos, em meados de setembro. A afirmação é do diretor comercial e de logística da Açúcar Guarani, Paulo José Mendes Passos.

“Existe hoje uma forte demanda por açúcar brasileiro que, vinculada a uma deterioração das condições logísticas, acabaram criando uma situação complicada na exportação”, disse o executivo.

Segundo ele, 450 caminhões aguardam para descarregar açúcar no Porto de Santos. Estes veículos carregam um total de 13.500 toneladas que esperam para ir para os armazéns.

No Porto de Paranaguá, a fila de caminhões já chegou a 150 carretas, mas ontem a concessionária que administra o trecho Curitiba ao Porto, informava no site que não havia fila na rodovia.

“Os caminhões ficam presos nas filas mais tempo que o normal e acaba criando um gargalo porque outras commodities, como o milho, também precisam chegar ao porto via rodoviária. O resultado é um aumento do frete em cerca de 15% nos últimos meses”, disse Passos.

No embarque, a situação também é grave. Em Santos, todos os oito berços para embarque de açúcar estão ocupados e cerca de 60 navios estão esperando na costa para atracar no porto.

“Nos próximos dias serão 111 navios apenas em Santos esperando para embarcar açúcar”, conta o consultor Plínio Nastari, presidente da Datagro, especializada no setor sucroalcooleiro.

Segundo ele, há um descasamento entre a produção de açúcar no país e a capacidade de embarque do produto. Em Paranaguá, dois navios carregam o produto e mais 14 esperam na barra por um berço livre

Helder Gosling, diretor comercial e de logística do Grupo São Martinho, afirma que a empresa está utilizando uma alternativa intermodal para fugir dos gargalos, principalmente pelo transporte ferroviário.

“Mas o problema de escoamento do porto afetou até a ferrovia”, disse. Segundo o executivo, não há muitos vagões disponíveis para o transporte de açúcar porque muitos estão presos no porto, com o atraso que está sendo registrado no descarregamento.

Para Gosling, as recentes chuvas foram um fator importante para o obstáculo logístico existente neste momento no embarque de açúcar. “Os problemas que o clima provocou na produção no ano passado, ele está provocando nos embarques nesta safra”, afirma.


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