Exportações baianas têm o melhor resultado do ano em junho

Agronegócio

Exportações baianas têm o melhor resultado do ano em junho

O setor de papel e celulose mantém a liderança das exportações no primeiro semestre. Com vendas de US$ 613,1 milhões, o setor tem 22% de participação na pauta
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Com o melhor resultado mensal de 2009, as exportações baianas em junho atingiram US$ 569,7 milhões, superando em 24,9% o resultado do mês anterior. No primeiro semestre, a balança comercial registrou um superávit de US$ 951 milhões, 2,5% menor do que no mesmo período do ano passado. A corrente de comércio no semestre foi de US$ 4,7 bilhões, resultado das exportações de US$ 2,8 bilhões e das importações de US$ 1,9 bilhão.

O presidente do Promo, Ricardo Saback, ressalta que as vendas externas de junho foram lideradas pelo complexo da soja (grão, óleo e farelo), com vendas de US$ 140 milhões e crescimento de 17%. “No ano, a soja e seus derivados registram crescimento de 52,5%, fruto de uma boa safra e de valorização frente a preços praticados no final de 2008”, explica.

O setor de papel e celulose mantém a liderança das exportações no primeiro semestre. Com vendas de US$ 613,1 milhões, o setor tem 22% de participação na pauta. O setor agrícola, como um todo (incluindo algodão, soja, sisal, cacau, café e frutas), responde com 24,4% da pauta de janeiro a junho, com vendas de US$ 688,2 milhões, beneficiado pela recuperação de preços e do aumento das compras chinesas.

Já as exportações de produtos manufaturados no semestre vêm perdendo terreno com a crise financeira e a participação no total da pauta caiu de 54,5% em 2008 para 42,8% este ano. “Estes produtos sofrem o impacto não só da crise financeira, mas também da valorização do real frente ao dólar, que o torna mais caro no exterior”, esclarece Saback.

Quanto aos destinos das exportações baianas, o primeiro semestre registrou um crescimento significativo para a China (64,9%) e a Ásia (40,5%). As exportações para a China foram de US$ 479,7milhões de janeiro a junho, com destaque para celulose (US$ 229,1 milhões), catodos de cobre (US$ 114 milhões), soja (US$ 46,4 milhões) polietileno (US$ 21,8 milhões) e algodão (US$ 11,4 milhões).

Nesses seis meses, a Ásia foi o polo mais receptivo para as exportações baianas, com a China na posição de principal mercado para as vendas além do crescimento vigoroso dos negócios com a Coréia do Sul (281,8%), Indonésia (140,8%) e Emirados Árabes (305,6%).

Para os mercados tradicionais, a Bahia teve uma redução nas vendas para os Estados Unidos (57,8%), Argentina (33,8%), Mercosul (34,4%), União Européia (52,6%) e América Latina (32,1).

Em relação às importações, houve redução de 43,6% no semestre, totalizando US$ 1,9 bilhão. A partir do segundo semestre, Ricardo Saback acredita que as importações serão estimuladas pela recuperação da economia doméstica e do câmbio favorável, principalmente para os bens de consumo, adubos e fertilizantes que, apresentaram tímida importação no primeiro semestre e devem se recuperar no segundo semestre, incentivadas pelo bom desempenho dos produtos agrícolas.


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