Exportações de proteína halal ganham mercado
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Imagem: Pixabay
EM 2020

Exportações de proteína halal ganham mercado

Foram quase 400 mil toneladas de carnes bovinas e 1.900 milhão de tonelada de frango
Por: -Eliza Maliszewski

O mercado de proteínas halal consolida o Brasil na primeira posição das exportações deste segmento para os países árabes. Os alimentos halal são produzidos de acordo com “aquilo que é permitido” segundo a religião muçulmana e inclui, além das proteínas, alimentos diversos, cosméticos, fármacos, turismo, entre outros.

A expectativa é de faturar US$ 3,2 trilhões até 2024, de acordo com dados da Africa Economic Foundation e Dinar Standard. Atualmente, a população islâmica no planeta está próxima de 1.8 bilhão e esta comunidade tende a crescer 30% até 2050, chegando a quase 2,8 bilhões de muçulmanos no planeta, conforme o relatório da Pew Research Center.

Em 2020 foram quase 400 mil toneladas de carnes bovinas (receita de US$ 1.302.641.520,00) e 1.900 milhão de tonelada de frango (US$ 2.395,20 milhões) exportadas para os países árabes e Ásia. 

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no ano passado, os países que mais importaram carne de frango halal, foram: Arábia Saudita (467,5 mil toneladas), Emirados Árabes (303 mil t), África do Sul (237,2mil t), Singapura (124,2 mil com acréscimo de aproximadamente 28%) e Iêmen (112,4 mil toneladas). Já segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras  de Carnes (ABIEC) os destinos para onde mais seguiu a carne bovina halal foram: Egito (127.5 mil toneladas), Arábia Saudita (40.6 mil t), Emirados Árabes (40,4 mil t), Filipinas (39.6 mil t) e Singapura (21.7 mil t).

Alguns importadores dos países asiáticos, não muçulmanos, como China, Singapura, Coreia do Sul e Japão entenderam a importância da certificação halal - que atesta qualidade com boas práticas de fabricação, higiene, segurança e rastreabilidade do produto – e optaram pela certificação. Também há um grande interesse por parte do continente africano, com países com grandes potenciais econômicos. “Nestes países não é uma exigência do governo, mas a população tem optado por produtos com certificado de qualidade. Hoje, a certificação halal não é somente para um determinado produto específico e sim para toda cadeia produtiva”, comenta o CEO da Cdial Halal, Ali Saifi.
 


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