Exportações mundiais de café atingem 6,229 milhões de sacas, informa OIC
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Agronegócio

Exportações mundiais de café atingem 6,229 milhões de sacas, informa OIC

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(05/12/2003 - Coffee Break) — A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou seus números sobre as exportações mundiais de café. Segundo a entidade, em outubro, os embarques somaram 6.229.965 sacas, volume 16,31% menor que o verificado em outubro de 2002, quando 7.444.066 sacas foram exportadas. O total aferido é 6,77% menor que o verificado em setembro (6.682.601 sacas). Entre novembro de 2002 e outubro de 2003, os países produtores remeteram 86.335.112 sacas ao exterior, volume 0,21% inferior ao verificado entre novembro de 2001 e outubro de 2002 (86.519.881 sacas). Do total apurado no mês, 4.253.791 sacas referiam-se a café arábica, volume 11,06% menor que o verificado em outubro de 2002 (4.782.950 sacas). As exportações de robusta atingiram 1.976.174 sacas, 25,74% a menos que no mesmo mês do ano anterior, quando chegaram a 2.661.116 sacas. As exportações do Brasil em outubro, de acordo com a Organização, ficaram em 2.279.414 sacas, 25,83% inferior ao observado em outubro de 2002 (3.073.255 sacas). As remessas de arábica do país chegaram a 1.981.032 sacas e as de robusta somaram 298.382 sacas. A Colômbia, em outubro, aferiu o embarque de 855.479 sacas, todas de arábica, volume 19,18% inferior ao verificado em setembro (743.000 sacas). O Vietnã registrou em outubro o embarque de 771.225 sacas, índice 4,06% menor que o registrado em setembro (803.834 sacas).

Hondurenhos — As remessas de Honduras ao exterior em novembro somaram 23.982 sacas, de acordo com levantamento efetuado pelo Ihcafé (Instituto de Café da Costa Rica). Esse total é 60,50% menor que o observado no mesmo mês do ano passado, 60.720 sacas. Nos dois primeiros meses do ano safra 2003/04, os hondurenhos efetuaram o embarque de 44.715 sacas, queda de 68% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2002/03, o país efetuou o embarque de 2,44 milhões de sacas.

Costa Rica — A Costa Rica registrou o embarque de 109.467 sacas em novembro, informou o Icafé (Instituto de Café da Costa Rica). O total é 19,28% maior que o registrado em novembro do ano passado, quando 91.773 sacas foram remetidas ao exterior pelo país centro-americano. Nos dois primeiros meses do ano safra, as exportações chegaram a 190.016 sacas, o que significa uma retração de 1,22% em relação ao mesmo período do ano safra passado, 187.722 sacas. Em 2002/03, os embarques da Costa Rica somaram 1.945.619 sacas, total que é 3,54% inferior ao observado no ano safra anterior — 2.016.970 sacas.

Evento internacional — Reconhecido internacionalmente como um grande player do mercado cafeeiro, tanto por ser o maior produtor quanto o maior exportador de café, comercializando grãos de altíssima qualidade e blends que atendem às mais diversas exigências do mercado consumidor, o Brasil vai tentar mostrar agora que o seu café é uma atividade econômica sustentável e socialmente responsável. É essa a proposta do décimo quinto Seminário Internacional de Café de Santos —Café do Brasil e Sustentabilidade, que a ACS (Associação Comercial de Santos), por meio de seu Departamento de Exportadores de Café, promove de 25 a 28 de maio de 2004 no Casa Grande Hotel, no Guarujá, litoral de São Paulo. Um dos eventos mais tradicionais do agronegócio café, o Seminário tem como objetivo mostrar aos diversos players do mundo cafeeiro que o café brasileiro é uma atividade politicamente correta, que respeita o meio-ambiente, a comunidade e o homem. Ou seja, não polui, não usa mão-de-obra escrava ou infantil, além de trabalhar em prol da comunidade, desenvolvendo programas sociais, gerando emprego e impostos. Entre os painéis que serão apresentados no evento estão: relação com trabalhadores tercerizados; apoio e desenvolvimento de produtores; evolução tecnológica da produção; importância do financiamento e as linhas de crédito disponíveis no Brasil para gerir o café de um modo sustentável; como os traders enxergam a sustentabilidade e a responsabilidade social e como os compradores enxergam a sustentabilidade e a responsabilidade social. Voltado para traders e compradores do Brasil e do exterior, o seminário deverá reunir em torno de 250 participantes entre brasileiros e representantes do trading mundial.

Opções — Os produtores depositaram nos armazéns credenciados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) um total de 677.926 sacas de café referentes aos contratos de opções com vencimento em novembro. O volume representa 70,96% das opções totais contratadas (955,3 mil sacas). A Conab, a partir de agora, tem até o próximo dia 15 para fazer a liquidação financeira dos contratos. Neste período, os técnicos da empresa estarão checando a documentação e verificando se o produto foi entregue conforme as especificações dos editais. O grão precisa ser da safra atual e estar em sacaria nova. Além disso, exige-se bebida dura para melhor, tipo 6, peneira 14 acima, umidade máxima de 12,5% e até 86 defeitos. Segundo o superintendente de gestão da oferta da Conab, João Paulo de Moraes Filho, o volume grande de exercícios ocorreu devido ao preço de mercado estar em níveis inferiores ao pago pelo governo. O preço de exercício é de R$ 195 a saca de café arábica. A maior entrega ocorreu em Minas Gerais: 521.726 sacas. No Paraná foram depositadas 90.800 sacas; na Bahia, 33.200; em São Paulo 21.800 e no Espírito Santo, 10.400 sacas.

Déficit hídrico — A Estação de Avisos Fitossanitários, do Ministério da Agricultura, em Varginha, divulgou seu boletim referente ao mês de novembro. De acordo com Roque Antônio Ferreira, Leonardo Bíscaro Japiassú, Antônio Eustáquio Miguel e Antônio Wander R. Garcia, responsáveis pelo levantamento, o índice pluviométrico de novembro foi de 159,0 milímetros, abaixo da média histórica para o mês que é de 171,6 milímetros. No final do mês, o déficit hídrico em Varginha foi de 93,7 milímetros, acima do normal para a região. A temperatura média foi de 21,0º C, abaixo da média histórica. A temperatura máxima absoluta foi de 31,4º C e a mínima 10,3º C, sendo que a evapotranspiração potencial foi de 84,1 milímetros. "O mês de novembro apresentou um balanço positivo entre precipitações e evapotranspiração, promovendo uma diminuição no déficit hídrico", aponta o boletim. De acordo com o boletim, a ferrugem, nas lavouras não controladas, localizadas na Fazenda Experimental de Varginha, o índice de infecção médio foi de 0,8%, variando de zero a 2,0%. Os especialistas da Estação de Avisos ressaltaram que deve se continuar o controle preventivo com produtos específicos e, no caso de produtos de solo, a aplicação deve ser realizada até o final do ano. A cercosporiose teve índice médio de infecção de 0,8% nos talhões amostrados, cuja nutrição foi adequada. Lavouras mal nutridas apresentam índices maiores. A phoma, por sua vez, teve baixo índice de infecção. Quanto às pragas, o bicho mineiro teve nível de infestação médio baixo, porém, deve-se promover o monitoramento, principalmente em lavouras novas. O ácaro vermelho registrou incidência moderada, sendo que em lavouras jovens deve ser realizado o monitoramento. A broca, por outro lado, não teve ocorrências. Ao longo de novembro, o crescimento vegetativo nas lavouras da região foi de 2,9 nós por ramo, contra 3,1 nós observados em novembro de 2002.

Balanço — A consultoria francesa Credit Lyonnais Rouse emitiu seu mais recente balanço sobre o mercado internacional de café. De acordo com a empresa, o ano de 2003/04 deverá observar um excedente de café de 5,1 milhões de sacas, contra um déficit do produto de 9,2 milhões de sacas, observado no ano safra anterior. Em seu relatório anterior, divulgado em outubro, a consultoria previa um excedente de 7,4 milhões de sacas. A Credit Lyonnais prevê que a produção em 2003/04, no mundo, atinja 118,4 milhões de sacas, contra 101,5 milhões de sacas do ano anterior. A produção de arábica chega a 75,9 milhões de sacas e a de robusta em 42,6 milhões de sacas. A redução no número relativo à produção, segundo a empresa, é um reflexo dos problemas climáticos e da menor área plantada no Brasil e também devido a expectativa de que Colômbia e Uganda aumentassem sua área de café não ter sido concretizada. A consultoria destacou ainda que o consumo mundial de café deve atingir no atual ano safra 113,3 milhões de sacas, volume ligeiramente superior ao ano passado, 110,7 milhões de sacas. Para a Credit Lyonnais Rouse, o cenário de longo prazo para o mercado é favorável, sendo que a recuperação mais rápida deve ser dos robustas, já que existe a expectativa de que a demanda por esse tipo de café supere a sua oferta.


Em destaque

* A companhia vietnamita Trung Nguyen Coffee lança o seu primeiro café solúvel. Denominado "G7", o novo produto é um esforço da empresa em diversificar seu portfólio. De acordo com Dang Le Nguyen Vu, diretor geral da companhia, a expectativa é utilizar grãos locais para poder oferecer um café diferenciado no mercado internacional. Nguyen Vu ressaltou que, nas próximas semanas, o "G7" passará a ser ofertado nos Estados Unidos, União Européia, Japão, Cingapura e Hong Kong.

* De acordo com dados do Conselho Nacional de Café de El Salvador, as remessas do país em novembro somaram 21.363 sacas, contra 40.732 sacas do mesmo mês de 2002 — queda de 47,55%. Entre outubro e novembro, as exportações da nação chegaram a 67.829 sacas, volume 35,23% inferior ao verificado no mesmo período do ano safra anterior, 104.723 sacas.

Fonte: Coffee Break (www.coffeebreak.com.br)


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