Exportações positivas em Rondonópolis
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Agronegócio

Exportações positivas em Rondonópolis

Município ao sul de Mato Grosso superou acumulado de 2010
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Com excepcional performance de outubro, município ao sul de Mato Grosso superou acumulado de 2010

Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá) registrou o primeiro resultado positivo do ano frente ao acumulado de 2010. Mesmo liderando o ranking estadual dos maiores exportadores de Mato Grosso há alguns meses, o desempenho estava sempre abaixo da receita do acumulado correspondente a 2010. De janeiro a outubro deste ano, o município, considerado o maior pólo agroindustrial de Mato Grosso, acumula receita de US$ 789,28 milhões, um acréscimo de 6,70% sobre os US$ 748,10 milhões de igual período de 2010. Os cinco maiores exportadores do Estado têm 100% da economia gerada pelo campo.


A expressividade veio sendo construída desde agosto – acompanhando o mesmo ritmo acelerado dos embarques mato-grossenses – quando as vendas superaram, na comparação mensal, o registro em igual mês de 2010. Foram US$ 105,97 milhões ante US$ 60,94 milhões. Setembro contra setembro revelou vendas de US$ 129,58 milhões (2011) contra US$ 85,89 milhões (2010). No mês passado, as exportações de Rondonópolis atingiram a maior receita do ano, US$ 151,29 milhões, 67,77% acima dos US$ 90 milhões faturados em igual período do ano passado. Embarques que garantiram pela primeira vez no ano, receita acima do registra em 2010. Mesmo com faturamento até então abaixo do observado em 2010, o município atingiu a liderança em 2011 porque o ranking – até 2009 dominado por Rondonópolis – passou a ser mais pulverizado dentro do Estado, ante uma concentração que havia sobre Rondonópolis.

A expansão dos negócios em Rondonópolis, observadas a partir de agosto – momento em que tradicionalmente a um declínio sobre o apetite internacional – reflete a movimentação vista em toda a pauta mato-grossense. Com o ensaio de alta do dólar, também a partir de agosto, assim como as projeções de uma safra de grãos mundialmente menor, fizeram o mercado se acelerar como forma de garantir preços (para quem não tinha contratos fechados) ou mesmo comprar mais para garantir estoques até a chegada da safra sul-americana, no começo do próximo ano.

Os subprodutos da soja, como farelo e óleo e o algodão, são os principais produtos comercializados e representam 59% e 19%, das vendas, respectivamente. Do derivados de soja as vendas acumulam receita de US$ 471,41 milhões e a fibra injetou outros US$ 151,43 milhões. Os maiores destinos desses produtos são Países Baixos (Holanda), 23,6% do total e China, com 13,67%.


RANKING – A segunda colocação do podium estadual pertence a Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá). O município que detém a maior área planta de soja do mundo (600 mil hectares) ampliou a receita anual (janeiro a outubro) em 113%, a maior variação relativa entre os cinco maiores exportadores de Mato Grosso. Foram US$ 688,90 milhões ante US$ 323,40 milhões em 2010. Soja e grão e milho em grão representam 99% da pauta de produtos do município, da qual a China absorveu 49% e o Irã, 7,72%.

Na terceira colocação está Nova Mutum (269 quilômetros ao norte de Cuiabá) que aumentou em 46% a receita das exportações. Nos dez primeiros meses deste ano comercializou US$ 673,76 milhões ante US$ 461,39 milhões em igual período do ano passado. Mais de 60% dos embarques são do complexo soja (grão, óleo e farelo), cujo destino foi China (43%), seguido da Tailândia (20,87%).

Depois de liderar o ranking estadual por várias vezes nos últimos dois anos, a agrícola Sapezal (480 quilômetros ao noroeste de Cuiabá) encerra os dez meses de 2011 na quarta colocação. A receita teve acréscimo de 20,48%, ao passar de US$ 456,47 milhões para US$ 550 milhões. Mais de 50% da pauta é de grão em grão que foi comercializada com a Argélia e o Reino Unido.


Fechando a hegemonia dos “agromunicípios”, está Campo Novo do Parecis (396 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), na quinta colocação. Em 2011, a receita originada com as exportações soma US$ 470,88 milhões ante US$ 348,41 milhões de igual período de 2010, alta de 35,15%. Entre os principais importadores estão China (18,10% do total), Noruega (15,39%), Países Baixos (14,89%) e a Espanha (11,60%). Mais de 71% da pauta é formada por soja em grão e farelo e 17,53% pelo milho.

BRASIL - Nos primeiros dez meses de 2011, 2.353 municípios brasileiros realizaram operações de comércio exterior. Angra dos Reis (RJ) foi o que registrou a maior exportação no período (US$ 12,06 bilhões). Na sequência dos municípios que mais exportaram, entre janeiro e outubro deste ano, aparecem: Parauapebas (PA), US$ 9,74 bilhões, São Paulo (SP), US$ 7,19 bilhões, Rio de Janeiro (RJ), US$ 5,3 bilhão e Santos (SP), US$ 4,44 bilhões.

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