ExpoZebu: Raça Brahman participa pela primeira vez do Concurso Leiteiro

Agronegócio

ExpoZebu: Raça Brahman participa pela primeira vez do Concurso Leiteiro

Três vacas participam do Controle Leiteiro Oficial da ABCZ
Por: -Marianna
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A 77ª edição da ExpoZebu, que tem início nesta quinta-feira (28/04), em Uberaba/MG, será marcada por um fato inédito. Pela primeira vez, a raça Brahman participará do Concurso Leiteiro da exposição.

Tradicionalmente conhecida como uma raça com aptidão de corte, bastante utilizada em mais de 70 países para produzir carne de qualidade, a raça Brahman começou a ter sua aptidão de leite trabalhada no Brasil recentemente, uma vez que as matrizes precisam ser capazes de desmamar bezerros pesados e, para isso, precisam expressar o potencial leiteiro.

As três matrizes Brahman que participam do Concurso Leiteiro da ExpoZebu 2011 (Lady Uber 152, Lady Uber 93 e Lady Uber 214) fazem parte do criatório do grupo Uberbrahman, dos criadores Aldo Valente Jr. e Carlos Balbino, cuja fazenda, a Morro Alto II, está localizada próxima a cidade mineira de Uberlândia.

Controle Leiteiro

Três vacas da raça Brahman participam do Controle Leiteiro Oficial da ABCZ, prova zootécnica realizada durante todo o ano, que avalia a produção de leite das matrizes. Duas destas vacas avaliadas fazem parte do criatório do criador Isaac e de sua esposa Mônica Persiano. As matrizes Miss POI IC 7 e Miss POI IC 8 apresentaram lactações médias de 4.279 e 4.709 quilos, respectivamente, em 179 dias. Já a matriz Lady Uber POI 152, do criador Aldo Valente Jr. do Grupo UberBrahman, que também participa do Controle Leiteiro, produziu até o momento 2.045 quilos em 96 dias, uma vez que a lactação ainda não foi fechada.

Brahmolando

Outra opção para a pecuária leiteira brasileira, produzida a partir da genética Brahman, mas que, no entanto, não participa da Expozebu, é o Brahmolando, fruto do cruzamento de matrizes Brahman com touros Holandês. Apesar de ser amplamente utilizado em outros países, como os Estados Unidos, o Brahmolando começou a ser produzido no Brasil há pouco tempo.

Criadores de Brahman, como Isaac Cohen Persiano, de Governador Valadares/MG, são entusiastas deste tipo de cruzamento. O objetivo dele é produzir fêmeas F1 brahmolando, por meio do cruzamento de vacas Brahman puras, de excelentes úberes e de linhagens de alta habilidade materna, com touros holandeses provados para produção de leite e persistência de lactação. Além dele, outros tradicionais criatórios de Brahman já fazem investimentos no Brahmolando, como é o caso do Grupo IMA, do Mato Grosso, Querença, de Minas Gerais e o Uberbrahman, com fazendas em Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Isaac afirma que as vacas Brahman são excelentes bases para este cruzamento, por serem zebuínas de muita rusticidade, mansas (característica importante para o manejo leiteiro), com boa estrutura, ótimo arqueamento de costelas e excelente largura de garupa (ílio e ísquio), boa produção de leite e bom conjunto de úbere através de forte ligamento com tetos pequenos e bem distribuídos. “Durante um século, esta raça de corte tem sido selecionada, aprimorando o potencial para que as vacas desmamassem seus bezerros pesados, através da produção de leite de suas mães, utilizando avaliações de dados das linhagens que transmitiam estas características, denominada habilidade materna. O cruzamento Brahman e Holandês tem sido usado com sucesso em vários países de clima tropical há muitos anos. As F1 (zebu x holandês) são comprovadamente adequadas para produção de leite a pasto em países tropicais”, garante Isaac.

Os primeiros registros de animais fruto do cruzamento entre Brahman e Holandês foram feitos na pista de julgamento do Parque Fernando Costa, no dia 22 de outubro, durante o XV Congresso Mundial da Raça Brahman. Naquele momento, foram apresentados três animais frutos do cruzamento entre Brahman e Holandês. O primeiro registro foi o da fêmea Alice, do criatório Brahman IC, de Isaac Persiano e Mônica Vargas Ramos Persiano. A fêmea registrada é filha da matriz Brahman MISS IC POI com o touro holandês Towch Dow. Outros dois animais, do Grupo IMA, também foram registrados naquela data. São eles: Linda da IMA, que é filha da matriz Brahman Pilar 573 com o touro Holandês Silvester e Deusa da IMA, filha da matriz Brahman MISS V8 397/3 com o touro Holandês MIK, ambas com 13 meses de idade. As duas matrizes CCG apresentaram cio desde os nove meses de idade e foram cobertas aos 12 meses, demonstrando boa fertilidade.

Segundo André Zambrim, diretor do Grupo IMA e da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), os animais mestiços frutos deste cruzamento estão sendo bem recebidos pelo mercado pecuário. "Acreditamos que além da alta produtividade e do baixo custo de produção das vacas F1, os machos produzidos por estas fêmeas terão maior valor agregado que os das demais raças leiteiras, o que aumenta a lucratividade do negócio", afirmou. Desde 2008, quando o grupo começou a produzir animais mestiços foram produzidas e vendidas aproximadamente 70 fêmeas F1. A intenção do grupo é desenvolver uma média de 300 fêmeas F1 por ano e à medida que o mercado começar a absorver estes produtos, ampliar a produção.

As informações são da assessoria de imprensa da ACBB.

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