Faeg acredita que espaço para cana valoriza grãos

Agronegócio

Faeg acredita que espaço para cana valoriza grãos

O aumento da área de cana é benéfico para o setor de grãos, pois tende a equilibrar o mercado
Por: -Redação
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O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Macel Caixeta, acredita que o aumento da área de cana-de-açúcar é benéfica para o setor de grãos, pois tende a equilibrar o mercado, já que o produtor dependia basicamente da soja e do milho. E ressalta que Goiás tem condição de dobrar sua produção agrícola, aproveitando apenas as áreas de pastagens degradadas. “Estamos apenas orientando o produtor para que tenha cuidado com o contrato feito com as usinas e não concentre toda a sua atividade na produção de cana, para que seja assegurada a diversidade de culturas”.

Em relação à lei que limita a área de cultivo da cana e a possibilidade de mais municípios, além de Rio Verde, seguirem o mesmo caminho, Macel Caixeta entende que a medida fere o direito do produtor de plantar o que bem entende na sua propriedade e vê dificuldade no cumprimento desse decreto. “Acho que a prefeitura não tem como realizar esse tipo de fiscalização.”

O Prefeito de Rio Verde, Paulo Roberto Cunha, avisa que pode interditar a propriedade de infratores e afirma que não é contra a atividade canavieira. “Sou contra a concentração de terras na mão de três ou quatro grupos, do modelo que destrói a economia local e tira as perspectivas dos jovens que nascem em cidades onde a cultura domina.” Paulo Roberto defende o sistema de integração com a indústria, em que os produtores locais atuam como fornecedores de matéria-prima.

Para Macel Caixeta, nesse momento de polêmica o bom senso deve prevalecer. Ele reitera que o Estado de Goiás tem área suficiente para a produção de grãos, para a cana-de-açúcar e para a pecuária. Para ele, a questão deve ser discutida e amadurecida. “Queremos fazer, logo no início de 2007, um seminário explicando as vantagens e as desvantagens da cana.”

Zoneamento

O zoneamento agrícola de caráter indicativo e não restritivo está sendo gestado por um grupo formado por representantes das secretarias da Agricultura, da Indústria e Comércio, do Meio Ambiente e do Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool e Açúcar. Odilon Claro de Lima, secretário estadual de Agricultura, informa que em março de 2007 será organizado um seminário com especialistas da área para tratar dos vários temas relacionados ao assunto. “Não se pode fazer esse tipo de avaliação no grito, deve ser algo bem estudado, avaliando prós e contras, as alternativas possíveis e as conseqüências de cada uma delas.”

Segundo Odilon de Lima, a Secretaria de Indústria e Comércio tem um estudo preliminar que pode servir de base para estudos de zoneamento. “As informações serão analisadas para saber se contemplam todos os dados necessários para a tomada de decisão. Caso sejam considerados insuficientes, será necessário contratar um especialista da área para complementar os estudos.”

Em relação à adoção de medidas restritivas em outros municípios goianos, principalmente na Região Sudoeste, o secretário acredita que a forte repercussão da lei sancionada pelo prefeito Paulo Roberto Cunha deve inibir decisões semelhantes, pelo menos num primeiro momento. O secretário considera que a decisão foi importante para precipitar a discussão, que até então se limitava a bastidores, mas não vê motivos para alarde. “As usinas que estão se direcionando para Goiás já definiram os locais onde serão instaladas. Outros pedidos não serão agressivos a ponto de complicar a situação do Estado neste momento inicial. Acho que devemos estudar a questão para evitar que os problemas surjam no futuro”, pondera.

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