Faeg parabeniza Polícia Civil em apreensão de quadrilha

Agronegócio

Faeg parabeniza Polícia Civil em apreensão de quadrilha

Quadrilha foi presa no município de Silvânia
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Quadrilha foi presa no município de Silvânia

A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) parabenizou nesta quinta-feira (20), o trabalho feito pela Polícia Civil (PC), por meio do Grupo de Repressão a Crimes Rurais e de Divisas (Grcrd), a apresentação de oito presos suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em roubos e furtos de máquinas e veículos agrícolas em propriedades rurais do estado. A quadrilha foi presa no município de Silvânia a cerca de 83 quilômetros da capital.

O presidente da Faeg, José Mário Schreiner parabenizou o trabalho feito pela polícia na apreensão dos suspeitos. “A atuação da Polícia Civil foi imprescindível. Não podemos deixar que nossos produtores rurais, assim como a sociedade, fiquem a mercê de assaltantes. A insegurança no campo está crescendo diariamente e assombrando todos que vivem em propriedades rurais”, ressalta o presidente.  

Operação

O delegado Glaydson Carvalho, responsável pelas investigações, disse que conseguiu deter o grupo quando seguia para praticar outro crime, em Silvânia. “A investigação começou há cerca de três meses, após um roubo ocorrido em Acreúna. A partir daí o trabalho investigativo da polícia culminou com a prisão de parte dessa quadrilha”, explica ao relatar, ainda, que na última semana prendeu os demais integrantes. Quatro pessoas, já identificadas, permanecem foragidas.

Glaydson ressalta que o grupo era bem organizado e os membros tinham suas funções definidas. Júlio Cesar Soares Nery, de 40 anos, dono de uma loja de manutenção em tratores, em Goiânia, era o responsável por escolher e determinar quais equipamentos seriam roubados. Além disso, ele também fazia a venda dessas máquinas e falsificava notas fiscais. “Parte da associação criminosa era responsável por render as vítimas, outra se encarregava do transporte até Goiânia. Na Capital eram repassadas para Julio Cesar e outro suspeito, identificado como Diego, que está foragido”, detalha o delegado.

A investigação consta que, durante os roubos os criminosos mantinham as vítimas em cárcere privado até que conseguissem deixar os equipamentos em um local seguro, na tentativa de dificultar o trabalho da polícia. “Em alguns casos essas máquinas seguiam rodando pelas rodovias. Em locais mais distantes eram transportadas em caminhões próprios para o carregamento de máquinas”, diz o responsável pelas investigações.

Além de Julio Cesar, foram presos Adrinei Cardoso Barbosa, 32 anos, com passagem pela polícia por porte de arma, Fernando Barcelos de Sena, 24, Rubens Moreira Lopes, 34, Wilson Conceição de Oliveira, 25, com passagem por receptação, Vanderlei da Silva Santos, 29, Kaio Andrade Bugre, 20, e Lucas Guilherme Santos, de 21 anos, esses dois últimos com passagem por roubo.

Recuperação dos bens

A partir de agora a polícia seguirá em busca dos equipamentos roubados. Oito máquinas já foram identificadas em Brasília e no estado do Pará. Segundo a polícia, os equipamentos têm valores entre R$ 200 e R$ 600 mil cada, e ainda não foi possível estimar o prejuízo total causado pelo grupo. “Vamos intimar essas pessoas que adquiriram as máquinas, algumas serão indiciadas pelo crime de receptação e os demais, mesmo com prática de boa fé, serão restituídas e devolvidas às vítimas”, afirma o delegado.

A ação, que resultou nas prisões dos suspeitos, contou com apoio da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Com os suspeitos foram encontradas duas armas de fogo – um revólver calibre 38 e uma pistola modelo 380. Todos os suspeitos foram autuados por roubo e associação criminosa.


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