Falta de armazéns preocupa produtores de milho do sudoeste goiano

Agronegócio

Falta de armazéns preocupa produtores de milho do sudoeste goiano

A safra aumentou e não há armazém suficiente para estocar tudo; Produção em Jataí cresceu mais de 20%
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Produtores de milho do sudoeste de Goiás enfrentam um problema. A safra aumentou e não há armazém suficiente para estocar tudo.

A produção de milho em Jataí cresceu mais de 20% em relação ao ano passado. Nesta safra, devem ser colhidas 390 mil toneladas do grão.

Na fazenda do agricultor Gilvan Rossato a produtividade média é de 80 sacas por hectare. Se por um lado o rendimento está bom; por outro, preocupa a falta de armazém para guardar o milho. Vinte por cento dos grãos ainda estão no lavoura e a produção está parada.

Em outra fazenda da região o silo está lotado de milho. A única opção do agricultor é deixar o produto do lado de fora, a céu aberto.

O armazém do município tem capacidade para estocar cem mil toneladas de grãos. Mas já está quase cheio. Segundo a Comissão de Dados Agrícolas do IBGE de Jataí, sobrou milho da safra verão e não foi comercializado. Agora, o problema se agrava porque as empresas que exportam para outros países não estão retirando o milho do mercado nacional.

“Principalmente por causa de preço. Não temos condições de paridade para exportação. Os preços internacionais estão baixos e não temos como fazer a exportação”, explicou Jair Parrachi, representante da Comissão Agrícola do IBGE.

A superlotação nos silos do município gera outro problema. Nos pátios os caminhões fazem fila para descarregar. Em outro armazém os motoristas precisam esperar mais de 50 horas para conseguir entregar o produto, o que deixa o frete 20% mais caro.

Em outros anos os caminhoneiros faziam uma média de duas viagens por dia. Agora, como precisam esperar, só conseguem descarregar, no máximo, duas vezes por semana.

A Conab informou que não há previsão de credenciamento de novos armazéns em Jataí porque o município está fora do corredor de exportação.


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