Agronegócio

Falta de zoneamento ameaça setor florestal no RS

Empresas temem que demora na conclusão de estudos ambientais comprometa projetos florestais
Por: -Redação
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Cinco mil e quatrocentas pessoas que já estão trabalhando de forma terceirizada nos projetos florestais no Rio Grande do Sul podem estar com seus empregos ameaçados. O alerta foi feito nessa terça-feira (21-11) a uma comitiva de jornalistas gaúchos, durante visita à cidade finlandesa de Imatra, sede da maior fábrica da Stora Enso, pelo gerente regional florestal da Aracruz Celulose, Renato Rostirolla. O motivo é a demora na conclusão dos estudos para o Zoneamento Ambiental da Silvicultura e do Eia-Rima, que deveriam estar prontos até o final de dezembro. O prazo está determinado no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) acertado com o Ministério Público (MP) que permitiu o início das atividades de preparo do solo, criação de viveiros e plantio de mudas de eucalipto em áreas já compradas pela Stora Enso, Aracruz e Votorantim (VCP). A solução seria uma flexibilização do TAC, com a prorrogação do prazo de liberação provisória das atividades até dezembro, o que já foi solicitado ao governador Germano Rigotto, que prometeu apoio.

Apesar da boa vontade do governo, diz Rostirolla, normas rigorosas indicam que os órgãos encarregados não poderão concluir o zoneamento no prazo. Perder a continuidade da produção, agora, seria catastrófico para as empresas e os trabalhadores, que teriam que ser dispensados, sem contar a ameaça para o futuro dos projetos, que envolvem 4 bilhões de dólares, advertiu Rostirolla. A Aracruz, que vem adquirindo áreas no eixo Guaíba-São Gabriel já tem 2 mil trabalhadores. Outros três mil atuam para a VCP, no Sul do RS, enquanto a Stora Enso contratou 400 na Fronteira-Oeste.

Através de sua assessoria, o diretor presidente da Fepam, Antenor Ferrari, garantiu que o zoneamento estará finalizado dentro do prazo, ou seja, em dezembro de 2006. Ressaltou que, após sua conclusão, será submetido à aprovação do Conselho Estadual do Meio Ambiente, processo que deve ser concluído até 31 de março de 2007. Ferrari assegurou que isso não terá interferência no acordo e que as empresas já tinham conhecimento dos prazos.

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