Famasul questiona atuação da PF nas invasões de Sidrolândia (MS)
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Agronegócio

Famasul questiona atuação da PF nas invasões de Sidrolândia (MS)

Além da Buriti, outras três propriedades foram tomadas
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A Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul) questiona a atuação da Polícia Federal nas invasões de propriedades ocorridas nesta semana em Sidrolândia (MS). Invadida na madrugada de quarta-feira (15) por índios Terenas, a Fazenda Buriti, de propriedade do ex-deputado Ricardo Bacha, teve sua reintegração de posse emitida no mesmo dia, mas a decisão judicial ainda não foi cumprida. Além da Buriti, outras três propriedades foram tomadas pelos indígenas na mesma região desde então.


Depois de deferida a reintegração de posse, a Polícia Federal concedeu aos indígenas 48 horas para o cumprimento da decisão judicial. Ao final do tempo concedido, os indígenas ignoraram a decisão da 1ª Vara Federal de Campo Grande e a presença da própria PF e invadiram a sede da propriedade neste sábado (18), onde até então estavam o proprietários. Diante da decisão dos mesmos de não abandonar a propriedade e sob a justificativa de proteção, a PF deu voz de prisão ao ex-deputado e à sua família, retirando-os do local.


Para o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, o sentimento é de uma completa e injustificada inversão de princípios na atuação da Polícia Federal. “Nós estamos falando de uma decisão judicial, até porque os produtores estão agindo dentro da lei. E o que vemos é a ilegalidade predominando, com a Polícia Federal retirando os proprietários e mantendo os invasores”, ressalta.


O dirigente lamenta que, mesmo com a presença do efetivo da polícia, o grupo de indígenas que inicialmente invadiu a propriedade ganhou reforços vindos de vários municípios do Estado. “É de se estranhar que a Polícia Federal declare que não tenha pressa em cumprir a lei. O que as autoridades estão esperando? O que está acontecendo em Sidrolândia é um desrespeito à Constituição Federal. É justamente essa tolerância para com a ilegalidade que provoca o sentimento de impunidade que toma conta de toda a região Sul de Mato Grosso do Sul”, assinala.

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