Famílias de baixa renda são as que mais sofrem com inflação
CI
Imagem: Pixabay
ECONOMIA

Famílias de baixa renda são as que mais sofrem com inflação

“O grupo de alimentação foi o que mais contribuiu para a alta inflacionária das famílias dos três segmentos de renda mais baixa em agosto"
Por: -Leonardo Gottems

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração da taxa de inflação para todas as faixas de renda no mês de agosto, menos para as famílias de renda média-alta, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Nesse contexto, “enquanto a inflação das famílias de renda baixa e muito baixa apontou alta de 0,91%, a das famílias no estrato superior de renda apresentou variação mais amena (0,78%)”. 

“O grupo de alimentação foi o que mais contribuiu para a alta inflacionária das famílias dos três segmentos de renda mais baixa em agosto. Já para as três faixas de renda mais alta, o maior impacto veio do grupo de transportes. Para as famílias com menor renda, mesmo diante de uma deflação em itens importantes como arroz (-2,1%), feijão (-1,7%) e óleo de soja (-0,4%), os aumentos de preços das proteínas animais – especialmente do frango (4,5%) e dos ovos (1,6%) –, da batata (20%), do açúcar (4,6%) e do café (7,6%) explicam a pressão inflacionária que vem dos alimentos”, diz o Ipea. 

O Ipea indicou ainda que a “alta inflacionária do grupo de transportes deve-se principalmente aos reajustes de 2,8% da gasolina e de 4,7% do etanol, combinados com o aumento nos preços dos automóveis novos (1,8%) e dos serviços de aluguel de veículos (6,6%), mesmo com a queda de 10,7% das passagens aéreas”. 

“Apesar de a inflação em agosto de 2021 ter ficado acima da registrada no mesmo mês de 2020, para todas as classes pesquisadas, o diferencial entre as taxas foi bem maior para as famílias de renda mais alta. As reduções de 4,4% das mensalidades escolares e de 0,44% dos serviços de recreação, ocorridas em agosto de 2020, explicam o desempenho melhor da inflação do ano passado nessa faixa que concentra os maiores rendimentos. Já para as famílias de menor renda, a inflação mais amena em 2020 decorre não só das deflações de alguns subgrupos de alimentos – tubérculos (-4,5%), hortaliças (-4,8%) e ovos (-1,1%) – e dos itens de vestuário (-0,78%), mas também dos reajustes menos intensos da energia elétrica (0,27%) e do gás de botijão (0,52%)”, conclui. 


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.