Agronegócio

FAO: Produção mundial de carnes não deve registrar crescimento em 2016

No primeiro Food Outlook do presente exercício, a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação prevê que a produção das quatro principais carnes.
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No primeiro Food Outlook do presente exercício, que acaba de divulgar, a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) prevê que a produção das quatro principais carnes – pela ordem de volume, suína, avícola, bovina e ovina – deve permanecer estável em 2016, alcançando volume próximo de 321 milhões de toneladas. Isto representaria incremento de apenas 0,3% em relação a 2015.

A estagnação, porém, não deve ser total. A tendência é de uma redução superior a meio por cento na produção de carne suína, enquanto a produção de carne ovina, inversamente, cresce nos mesmos níveis. Para a carne bovina é prevista expansão de 0,8% e crescimento maior – 1,1% - é reservado para as carnes avícolas. 

Neste último item estão incluídos todos os tipos de aves. Mas a dominância absoluta é da carne de frango com, provavelmente, cerca de 95% do total previsto. Notar, pelas projeções da FAO (tabela abaixo), que o volume previsto de carnes avícolas não é muito diferente do apontado para a carne suína. Ou seja: conforme se comporte o mercado no decorrer de 2016, as carnes avícolas (e, preponderantemente, a de frango) podem se tornar as mais produzidas no mundo. Dez anos atrás (2006, dados da própria FAO) não chegavam a 80% do volume de carne suína e representavam 30% da produção mundial de carnes. Pelas projeções atuais irão superar 36% do total.

No comércio mundial (exportações/importações) as carnes avícolas devem permanecer na liderança, com mais de 40% do total previsto e expansão em torno de 3,5%. Porém, é previsto índice de expansão superior (+4,4%) nas exportações de carne suína.

Em suas previsões a FAO ainda sugere que também o consumo per capita de carnes deve permanecer estagnado, mantendo o mesmo nível pelo terceiro ano consecutivo. Já os preços praticados no mercado internacional tendem a um recuo pelo segundo ano consecutivo. E se, em relação a 2015, podem apresentar queda da ordem de 15%, em relação a 2014 essa queda irá superar os 25%.

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