FAO vai recriar departamento de apoio a cooperativas
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Agronegócio

FAO vai recriar departamento de apoio a cooperativas

Departamento deverá oferecer cooperação técnica para grupos de pequenos e médios produtores
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Porto Alegre - O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano, anunciou nesta terça-feira (24) a recriação do departamento de cooperativismo da agência, que estava desativado. Graziano assumiu o comando da FAO no dia 1° de janeiro deste ano.


O departamento deverá oferecer cooperação técnica para grupos de pequenos e médios produtores, que, segundo Graziano, são líderes incontestáveis em alguns segmentos agrícolas.

O apoio ao cooperativismo é, segundo Graziano, uma das políticas de segurança alimentar com bons resultados no Brasil que serão levadas para a FAO. “O apoio à agricultura familiar e o cooperativismo ajudaram muito a projetar a imagem positiva que o Brasil tem lá fora. Quero usar essa imagem para alavancar o apoio internacional ao cooperativismo”, disse nesta terça-feira, após participar de evento do Fórum Social Temático (FST).


Além da assistência às cooperativas, as experiências brasileiras de políticas de fomento à agricultura familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e os programas de merenda escolar também serão aproveitadas em nível global, principalmente em países africanos. Graziano também disse que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deverá ganhar um escritório na sede da FAO, em Roma.


No primeiro pronunciamento no Brasil desde que está à frente da agência da ONU, Graziano disse que a FAO precisa incluir a sociedade civil na luta contra a fome e a insegurança alimentar.

O diretor-geral da FAO destacou ainda que a agricultura não pode ser vista apenas como problema para o desenvolvimento sustentável, e sim como parte da solução. Um estudo da agência estima que é possível aumentar a produção de alimentos em 90% com o uso das tecnologias já disponíveis. Graziano defende a ida de ministros da Agricultura para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece em junho, no Rio de Janeiro.


“É preciso que a produção se comprometa a limpar o planeta, não podemos ser só militantes ecológicos preocupados com o impacto da área produtiva, é preciso conscientizar os agricultores”, argumentou.

Com o tema Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, o FST deve ser uma prévia da Cúpula dos Povos, encontro de movimentos sociais paralelo à Rio+20.

Acompanhe a cobertura completa do FST no site multimídia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

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