Farsul mantém cobrança por ações do Mapa em relação ao trigo

Agronegócio

Farsul mantém cobrança por ações do Mapa em relação ao trigo

Desde o dia 19 de setembro o cereal tem a cotação abaixo do preço mínimo
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Desde o dia 19 de setembro o cereal tem a cotação abaixo do preço mínimo

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) mantém sua preocupação com o comportamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em relação ao trigo. Desde o dia 19 de setembro o cereal tem a cotação abaixo do preço mínimo sem que a pasta tenha apresentado alguma proposta concreta de apoio ao produtor e reversão do cenário nesses dois meses. 

A entidade aproveitou a visita do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Roberto Novacki, para entregar um ofício pedindo maior atenção à situação do cereal. A carta reforça a necessidade de intervenção da pasta para solucionar o problema vivido pelo produtor que já se prolonga por mais de 60 dias.

Em outubro, a Farsul já havia procurado o Mapa com propostas para a aplicação dos mecanismos de comercialização de trigo. Em documento entregue pelo presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto,  ao Secretário de Política Agrícola, Neri Geller, a Federação propôs que 1,5 milhão de toneladas do produto gaúcho, fossem divididas nas operações AGF, Pepro e PEP. 

Passado um mês, o secretário acenou apenas com os leilões com volumes bem abaixo do que foi pedido e sem a efetivação dos mesmos. Atualmente, o saco de trigo de 60 kg está sendo comercializado por R$ 28,30 (cotação do dia 21/11), quando o preço mínimo determinado pela Conab é de R$ 38,65.

Sperotto lembra que o Ministério teve tempo de elaborar um plano para evitar a situação. “Cansamos de avisar sobre o cenário que se formava por meio da Câmara Setorial de Culturas de Inverno do próprio Ministério. O que foi ensaiado até então pelo Mapa é bem inferior ao que o setor pediu. Contamos com a sensibilidade do secretário Novacki para reverter o quadro”, afirma o presidente. “Enquanto isso, o produtor não tem a quem vender, se colocar o trigo por esse preço no mercado ele quebra”, completa Sperotto.


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