A segunda-feira marcou mais um dia de leves baixas no mercado futuro do milho em São Paulo, motivadas pela janela de exportação que está fechando, indicam dados da TF Agroeconômica. “Os olhares do mercado permaneceram entre o pequeno espaço de tempo e de disponibilidade de mercadoria que ainda há para se exportar, já que o ano encerra dentro de menos de três meses, e o aumento diário da disponibilidade de milho, bem como cotações em queda no mercado físico”, comenta.
“Nas cotações da bolsa brasileira de São Paulo, B3, o milho no início de maio estava a R$ 102,30 para novembro e hoje fechou a R$ 91,29 para o mesmo mês, queda de R$ 11,01/saca no período. No mercado físico, os negócios estavam sendo fveitos a R$ 101,00/saca em Marau e em Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul e hoje, nas mesmas localidades, os preços estão ao redor de R$ 91,00, queda de R$ 10,00/saca. Em Santa Catarina os negócios estavam sendo feitos em Chapecó a R$ 103,00/saca e hoje a R$ 92,00/saca, queda de R$ 11,00/saca. No Paraná, os preços do início de maio estavam a R$ 107,00/sacano norte do estado e hoje estão ao redor de R$ 92,00/qued de R$ 15,00/saca”, completa.
Em Chicago, o milho caiu levemente puxado pelo trigo, mas pressionado pelo avanço da colheita. “O contrato de milho para dezembro21 fechou leve queda de 0,18% ou 1,0 cents/bushel a $ 540,50; o contrato para julho22, importante para as exportações brasileiras, fechou inalterado a $555,25. Mercado de milho fechou estável, encontrando apoio na firmeza do trigo. A partir de seus próprios fundamentos, os valores estão condicionados pelo avanço da safra norte-americana e por um panorama de estoques acima do esperado”, indica.
“As perspectivas de demanda de exportação ativa forneceram suporte. O USDA anunciou uma venda privada de exportação de 426.800 toneladas de milho para o México esta manhã sob o sistema de relatório obrigatório”, conclui.