Agricultura

Feijão, soja, milho e trigo são as culturas plantadas pela família Dumke

Há 10 anos eles deixaram de cultivar o tabaco e há dois anos não trabalham mais na atividade leiteira
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A família Dumke, de Linha Tigre, interior de Arroio do Tigre, é exemplo de trabalho, organização e dedicação no campo. As principais culturas da propriedade são feijão, milho, soja e trigo. O carro-chefe é a soja. São plantados 70 hectares, depois vem o trigo, com 20 hectares, milho 10 hectares e feijão seis hectares.


Martins Afonso Dumke e o filho, Charles, se dedicam ao trabalho árduo todos os dias. Começam na lida cedo e vão até o anoitecer. A esposa  Ivaní, uma guerreira que enfrentou sérios problemas de saúde, cuida dos afazeres da casa. Inclusive, serviu à reportagem um delicioso café da manhã.

O trigo, que é uma cultura de inverno, está em fase de colheita. O plantio foi realizado no início de junho. “A expectativa era muito boa. Mas com os temporais de vento e granizo tivemos perdas.  Nós esperávamos colher acima de 60 sacas por hectare e agora vamos colher, em média, de 18 a 20 sacas por hectare. Está dando triguilho e o não o PH que é exigido para a farinha”, lamenta Dumke. O trigo estava bonito, digno de uma safra cheia. “Vai ser um ano difícil para nossa agricultura. Mas temos que continuar fortes”, acrescentou.

Já o feijão, plantado em 1º de setembro e com previsão de colheita antes do Natal, se recuperou do temporal. “Tinha prejudicado a planta com o vento. Mas como estava pequeno ainda já  se recuperou. Vai dar safra boa”, comemora o agricultor. A soja foi semeada no dia 20 de outubro e a previsão de colheita é para março do ano que vem. “É uma cultura mais tranquila porque é mais resistente à seca, ao vento e às fortes chuvas. Já o trigo precisa de mais cuidados e sofre com os temporais”, explica. O milho foi plantado em setembro e a colheita deverá ocorrer em fevereiro de 2018. “É mais para nossa subsistência. Um pouco utilizamos para venda”, destaca Dumke.

A propriedade utiliza sistema de plantio direto e possui maquinário próprio. “Hoje é bem mais fácil. Temos uma propriedade mecanizada. Claro, tudo tem um custo, mas estamos bem equipados. Antigamente era tudo manual e a boi. Era complicado”, relembra. A família também já chegou a prestar serviços de máquinas para terceiros.

Há 10 anos eles deixaram de cultivar o tabaco. “Tínhamos menos áreas de terra e menos equipamentos na época. Depois começamos a nos equipar, arrendar e até comprar mais terras e conseguimos investir em outras culturas”, contou. O leite também deixou de fazer parte das atividade há dois anos. “Tínhamos pouca pastagem e o preço não compensava”, explica.

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