Feijão barato no Brasil só em 2017

Agronegócio

Feijão barato no Brasil só em 2017

Quebra da terceira safra de feijão deve ser grande e o país terá que esperar colheita de janeiro no Paraná para regular o abastecimento
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O preço do feijão, que já virou alvo de piadas na internet, está mudando o cardápio de muitos brasileiros. Vilão da inflação, o feijão carioca já acumula alta de 89% entre janeiro e junho, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). E não há perspectiva de melhora no curto prazo.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), Marcelo Eduardo Lüders, que nesta semana está em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, para o 2º Fórum Nacional do Feijão, a terceira safra da leguminosa, plantada e colhida entre julho, agosto e setembro, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, terá uma produtividade menor e não vai resolver o problema de desabastecimento do grão. “A gente só vai ter feijão suficiente em janeiro e fevereiro de 2017, para trazer os preços aos patamares normais. Até lá, eles vão continuar custando caro, algumas vezes menos, outras mais, mas caros”, afirma.

No último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reduziu a estimativa de área de 665,9 mil hectares para 577,5 mil h. A produção estimada caiu 22,7% entre os relatórios, para 674,9 mil toneladas. Se confirmada, a quebra em relação à terceira safra do ciclo 2014/15 será de 20,6%, maior que as reduções da primeira safra (8,9%) e também da segunda (19,3%).

Segundo Lüders, o objetivo do Fórum é avançar nas discussões que envolvem toda a cadeia produtiva do feijão como produtores, sementeiros, pesquisadores, empacotadores e indústria. “O preço alto, assim como o preço baixo no ano passado, vai pautar as discussões. O que nós queremos? Preço justo ao consumidor e ao produtor”, explica.

Para o presidente da Ibrafe, o caminho para redução de preços é a diversificação de variedades. “Quem está sofrendo hoje? É aquele consumidor que só compra feijão carioca. O feijão preto a gente busca na China, na Argentina, nos Estados Unidos. O vermelho, o branco e o rajado também. E o consumidor só encontra o carioca nas prateleiras. Como a gente pode trazer a atenção da população para isso? Plantando. Aqui no evento teremos lançamento de sementes de variedade que servem tanto para o consumo interno quanto para exportação”, conta.

O 2º Fórum Nacional do Feijão, que começou nesta quarta-feira (13), em Foz do Iguaçu, terá a participação de mais de 15 painéis, debates, lançamentos e palestras sobre a leguminosa. 

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