Feijão bate os R$ 300 e pode subir mais
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Imagem: Pixabay
MERCADO

Feijão bate os R$ 300 e pode subir mais

Ibrafe aponta motivos para que qualquer recuo não seja consistente e o viés de alta continue
Por: -Leonardo Gottems

De acordo com o Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses), o setor relata mais de 40 mil sacas de feijão vendidas e o preço se aproximando dos R$ 300/saca: “Parabéns produtores, corretores e empacotadores que ontem reportaram mais de 40 mil sacas vendidas para o Preço Nacional do Feijão (PNF). Não temos a pretensão de reportar todas as vendas deste mercado gigante, mas o suficiente para que haja a referência para todo o mercado”. 

“A boa demanda desta quarta-feira serviu para que os fomentadores de fake news no mercado ficassem em silêncio. Demostravam que estavam confiantes, até poucos dias, na queda dos preços do Feijão-carioca junto ao produtor, pelo menos era o que espalhavam aos quatro ventos, mas quem já acompanha de perto o dia a dia do mercado percebeu alguns motivos para que qualquer recuo não seja consistente e o viés de alta continue”, completa a entidade. Confira: 

1 - Não há armazéns com estoques espalhados pelas regiões produtoras, algo que acontecia nesse período com frequência em outros anos; 

2 - A safra paulista já passa, segundo estimativas, de 60% colhido e destes mais de 50% comercializado; 

3 - O atraso no plantio do Paraná ninguém discute e a Secretaria de Agricultura daquele estado já admite diminuição na produtividade também;  

4-  O Feijão subiu durante o ano e chegou a ser vendido, segundo o IEA Instituto de Economia Agrícola, na gôndola, R$ 8,16 por quilo preço médio em São Paulo no mês de junho. Sendo assim, há espaço para reagir 15 % até que volte a ter o preço de junho e passar a ser manchete nas mídias populares; 

5 - Dizer que o consumo vai cair se subir o preço é desnecessário, uma vez que ele sobe justamente para diminuir o consumo e equilibrar o que há disponível com o consumo; 

6 - Sempre que a imprensa em geral noticia que os preços estão subindo, dispara a demanda e sustenta as reações no campo.


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