Feijão chega a R$ 270 no interior de São Paulo
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Imagem: Pixabay
MERCADO DE PULSES

Feijão chega a R$ 270 no interior de São Paulo

Compradores voltam a fazer ofertas em Feijão que ainda será colhido em novembro
Por: -Leonardo Gottems

Houve boa procura por feijão no fechamento da última semana, que inclusive assinalou negócios por até R$ 270 por saca de 60 quilos no interior de São Paulo, animando os compradores. De acordo com o Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses), durante o final de semana os compradores estiveram ativos fazendo ofertas e com negócios com prazo de 30 dias para Feijão Dama por R$ 280 por saca de 60 quilos.

“Compradores voltam a fazer ofertas em Feijão que será colhido. Há compradores novamente para Feijão na rama, a colher durante o mês de novembro. O que se espera é que, seja lá quem for que tenha estoque, principalmente os especuladores, que controlem a ansiedade e vendam devagar”, comenta a entidade mais representativa no setor no Brasil.

CONSUMIDOR COM DEMANDA BAIXA

Ainda de acordo com o Ibrafe, os empacotadores seguem confirmando que o consumidor continua “sem demandar dentro do que seria normal”: “Apesar da semana mais curta, o mercado ficou estável, com o bom volume vendido nas lavouras paulistas. No Mato Grosso, os compradores estão em compasso de espera também, no entanto, é curioso, afirmam eles, que o produtor também não está procurando os compradores. De forma geral, os especuladores, como estão compradores, fazem todo o possível para inflar o mercado”. 

“Há notícias de Feijões armazenados no Brás, em São Paulo. A questão, para não terem vendido ainda, tem sido que eles têm um preço médio composto até mesmo por Feijão adquirido por R$ 280/290, quando os preços estavam mais altos nas lavouras. Do Mato Grosso vem a confirmação de que tem sido mais difícil de trabalhar com aqueles Feijões, sejam pretos ou cariocas, devido à baixa umidade que chega, em alguns casos, a 9%, eles não têm pressionado o mercado. Sobre o Feijão-rajado em Minas Gerais e também em Goiás, alguns produtores não manejaram bem a colheita e há lotes em que as rajas não firmaram. Ainda assim encontra compradores, porém por valores obviamente menores”, conclui o Ibrafe.


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