Ferrugem coloca produtores em MT de alerta


Agronegócio

Ferrugem coloca produtores em MT de alerta

Estado já registra 14 casos
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Enquanto os agricultores do sul do Brasil continuam muito preocupados com a seca prolongada e seu impacto sobre sua produção de soja e milho, os agricultores no Mato Grosso e do Brasil central estão começando a se preocupar com a presença de ferrugem da soja em seus campos. A Embrapa confirmou 38 casos de ferrugem no Brasil, com 14 desses casos registrados em Mato Grosso. O número total de casos de ferrugem no país ainda está no nível mais baixo desde que a Embrapa vem acompanhando a doença há sete anos, mas o número de casos em Mato Grosso é alto em comparação com os últimos anos.


Geralmente, o estado do Paraná lidera no número de casos confirmados de ferrugem, mas o tempo seco no estado tem ajudado a limitar a propagação da doença, pelo menos até agora. Atualmente, existem 11 casos confirmados de ferrugem no Paraná.

Agricultores em Mato Grosso estão preocupados porque as chuvas pesadas recentes no estado estão ajudando a propagação da doença. Ela está presente de 20 a 30 dias antes do aparecimento dos sintomas, os pesquisadores temem que o número de casos confirmados vá aumentar muito rapidamente nos próximos dias.

Outro fator que vai ajudar a espalhar a doença é o fato de que a colheita de soja precoce começou no estado. De acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Agrícola (IMEA), 0,4% da safra foi colhida desde de 05 de janeiro e, atualmente, cerca de 1% agora foi colhida. O atual processo de colheita da soja ajuda a dispersar os esporos doença para campos próximos que ainda não amadureceram.


A planta da soja tem mais risco de infecção quando termina a floração e começa a se definir as vagens. Portanto, a soja que estão mais em risco as com produziram mais tarde e que estão em estreita proximidade com início de maturação da soja que estão sendo colhidas. Os esporos do campo colhidos poderiam facilmente se espalhar para a soja mais tardia que agora estão amadurecendo e formando vagens.

A área de maior risco no Brasil são as culturas de Mato Grosso e Goiás, onde a doença já está presente e as condições quentes e úmidas têm sido persistente ao longo das últimas semanas. Se as fortes chuvas continuarem na região, poderá se tornar difícil para os equipamentos de pulverização entrar nos campos; e as chuvas poderiam lavar alguns dos fungicidas, exigindo aplicações repetidas. Agricultores no Estado estão sendo orientados a ficar atentos a qualquer anúncio da doença em sua área e estar preparado para aplicar fungicidas imediatamente após a notificação da presença da doença.

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