Ferrugem pesa pouco no plantio da soja nos EUA

Agronegócio

Ferrugem pesa pouco no plantio da soja nos EUA

Ao contrário do que se imaginava, o fungo da ferrugem asiática da soja foi importante, mas não determinante
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Ao contrário do que se imaginava, o fungo da ferrugem asiática da soja foi importante, mas não determinante, na decisão de plantio dos produtores nos EUA. No final, 5% daqueles que conheciam a doença optaram por reduzir o cultivo.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em sua primeira estimativa de plantio para a safra 2005/06, prevê que a área com soja deve ser 1,7% menor, totalizando 29,91 milhões de hectares. "A área será menor em decorrência do fungo da ferrugem asiática e em função da última Lei Agrícola, que favorece lavouras como o milho", diz Renato Sayeg, da Tetras Corretora.

De acordo com a pesquisa, feita com 83 mil produtores rurais durante as duas primeiras semanas de março, 89% dos sojicultores americanos afirmaram conhecer o fungo e, deles, apenas 11% confessaram que a doença pesou em suas decisões de plantio. Ou seja, a grande maioria considerou mais a perspectiva de preços, rotação de lavouras ou subsídios para decidir o quanto vai plantar neste ano.

Daqueles que levaram a doença em consideração, 49% optaram por reduzir a área cultivada, 9% resolveram aumentar e os outros 42% decidiram manter. Para Sayeg, o Usda foi conservador em sua projeção de queda de cultivo. "Creio que, no final, a retração deva ficar entre 3% e 5%", diz, lembrando que o combate à doença deve elevar em até 20% o custo de produção nos EUA.

"A queda de área só não foi maior porque o inverno rigoroso não permitiu que o fungo se manifestasse em 2004/05", diz um trader de São Paulo. Embora a ferrugem tenha sido confirmada em nove estados americanos, na prática ela não se manifestou nas plantações.

Com lavouras de 29,91 milhões de hectares, e uma produtividade média de 43 sacas por hectare (medida nos últimos cinco anos), a colheita americana poderia alcançar 76 milhões de toneladas de soja.

A notícia provocou forte oscilação na Bolsa de Chicago. As cotações, que chegaram a subir 20 centavos de dólar o bushel, fecharam o pregão em queda de 10 centavos, cotados a 636 centavos (US$ 14,02 a saca) no contrato de julho.

Sayeg diz que, com a expectativa de redução ainda maior da área - o relatório definitivo de plantio sai em 30 de junho -, os preços da soja deverão ficar dentro dos patamares históricos em Chicago, cotados entre US$ 12,79 e US$ 13,67 a saca.


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