Florestas aquecem o mercado de máquinas

Agronegócio

Florestas aquecem o mercado de máquinas

Crescimento do setor atrai empresa estrangeira para iniciar vendas na América do Sul
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Crescimento do setor atrai empresa estrangeira para iniciar vendas na América do Sul. Enquanto o mercado interno de máquinas agrícolas enfrenta uma retração de 27,8% nas vendas este ano, por conta da queda dos preços internacionais das principais commodities produzidas no Brasil, o mercado de máquinas destinadas a operações em florestas goza de um bom momento. Em 15 anos, a frota dos tratores florestais cresceu 17 vezes.

A frota de 40 máquinas que chegou ao Brasil no início da década de 90, com a abertura econômica do País, é composta hoje por 700 unidades. "Anualmente, cerca de 100 novas máquinas são comercializadas no mercado brasileiro, sendo que 70 destinam-se à reposição e apenas 30 ampliam a frota", diz Roberto Torres Marques, gerente comercial da Timberjack, braço florestal do grupo John Deere.

Apesar de números pequenos, quando comparados aos das máquinas utilizadas na agricultura, o setor tem forte potencial de crescimento. Atualmente, no Brasil, são cultivados 6 milhões de hectares de florestas plantadas, área superior a do estado do Espírito Santo - segundo maior produtor de café do Brasil. A expectativa é de que nos próximos cinco anos a área destinada ao cultivo de florestas com fins comerciais irá dobrar, podendo chegar a 12 milhões de hectares.

Da área cultivada no Brasil, cerca de 80% é de eucalipto, variedade que atinge o ponto de corte em apenas sete anos. Os 20% restantes são de pinus, variedade amplamente cultivada na Europa, mas que atinge o ponto de corte em 50 anos.

Além do potencial de crescimento da área cultivada, atualmente, apenas 40% das florestas comerciais são derrubadas de forma mecanizada, o que abre espaço para as empresas fabricantes do setor.

Pensando exatamente nesse potencial, a finlandesa Ponsse irá instalar no Brasil sua unidade de negócios para toda a América Latina. "A necessidade de se atender o Protocolo Quioto e o crescente aumento da demanda por celulose em todo o mundo, além do potencial brasileiro, incentivaram a instalação da empresa no Brasil", diz Cláudio Costa, novo presidente da Ponsse do Brasil.

Importação de máquinas

Em um primeiro momento, todas as máquinas da Ponsse que serão comercializadas no Brasil terão de ser importadas da Finlândia, onde está a fábrica. "Não descartamos a possibilidade, no entanto, de montar pelo menos parte das máquinas aqui no Brasil no médio prazo", afirma Costa. Uma das justificativas para realizar parte da montagem no Brasil seria a inclusão das máquinas no Moderfrota, o programa de financiamento para renovação de máquinas no Brasil.

Apesar de alguns planos já definidos, as operações da empresa que se instala no País ainda não tem uma data certa para começar. "Viajo para a Finlândia para estruturar as estratégias e levantar quais são os melhores equipamentos para o Brasil. Depois disso, desenharemos a rede de distribuidores", diz Costa.


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