Frango: evolução de preço e de volume em exportações
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Frango: evolução de preço e de volume em exportações

Na média dos 48 meses decorridos entre maio de 2015 e abril de 2019 os cortes alcançaram preço cerca de 10% superior ao do frango inteiro
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Além de representarem a maior parcela do volume e da receita cambial da carne de frango exportada pelo Brasil (entre janeiro e maio, 67% do volume e 68% da receita), os cortes do produto vêm sendo, nos últimos tempos, o item com maior valorização no preço médio.

Tomem-se, como exemplo, os preços alcançados em maio de 2019 e sua variação em relação ao mesmo mês de 2018. Nesse período, o preço combinado dos dois itens apresentou valorização de 10%. Mas a valorização do frango inteiro não chegou a 5% (na verdade, 4,75%). Já a dos cortes superou os 14% (mais exatamente, 14,18% de valorização).

O mesmo comportamento é observado quando se avalia período de tempo mais amplo. Neste caso o que se observa é que a desvalorização do frango inteiro vem sendo praticamente contínua. Assim, em relação a maio de 2015 (quatro anos atrás), o valor mais recente do frango inteiro apresenta queda de 21%. Já os cortes chegaram a maio de 2019 com um preço 8,5% superior.

Outro fator a destacar diz respeito à recente valorização dos cortes frente ao frango inteiro. Na média dos 48 meses decorridos entre maio de 2015 e abril de 2019 os cortes alcançaram preço cerca de 10% superior ao do frango inteiro (houve, inclusive, momentos – entre meados de 2015 e início de 2016 – em que o preço dos cortes foi inferior ao do frango inteiro). No entanto, em maio passado, o preço médio alcançado pelos cortes ficou 34% acima do valor apontado pela SECEX/ME para o frango inteiro – por sinal, a melhor relação registrada em quase oito anos.

Como sugerem as linhas de tendências incluídas no gráfico abaixo esse é um processo que deve se estender ao longo do tempo. O melhor, porém, é que – da mesma forma que os preços – a participação dos cortes no volume de carne de frango exportada também vem crescendo ao longo do tempo. Em 2015 (janeiro-maio) representaram 59% das exportações totais; neste ano, mesmo período, corresponderam a 67% do total, incremento de quase 13% no espaço de quatro anos. Ou de 23% se retrocedermos ao mesmo período de 2014.


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