Frango: incremento de quase 7% no número de cabeças abatidas no 1º semestre

Agronegócio

Frango: incremento de quase 7% no número de cabeças abatidas no 1º semestre

A propalada redução de produção anunciada pela atividade a partir de abril não se concretizou.
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Os dados ontem divulgados pelo IBGE relativos aos abates inspecionados do segundo trimestre de 2016 apenas corroboram resultados já conhecidos do setor: a propalada redução de produção anunciada pela atividade a partir de abril não se concretizou, visto que o incremento do período foi praticamente similar ao do trimestre inicial do ano.

Assim, por exemplo, o número de cabeças abatidas entre abril e junho (período com o mesmo número de dias do primeiro semestre – 91 – pois o ano é bissexto) repetiu, com diferença mínima (14 milhões de cabeças em quase 1,5 bilhão de cabeças abatidas), o total processado entre janeiro e março.

Teoricamente, o volume de carne produzida deveria apresentar os mesmos índices de expansão observados no número de cabeças abatidas (entre 6,5% e 7%). Mas, embora também muito similares entre si (+4,16% no primeiro trimestre; +4,42% no trimestre seguinte), os índices foram relativamente menores, o que significa que houve redução no peso médio dos frangos produzidos no período.

Efetivamente, o peso médio do primeiro trimestre deste ano (2,223 kg/cabeça) foi quase 3% menor que o do mesmo trimestre do ano passado, enquanto no segundo trimestre a média registrada (2,280 kg/cabeça) recuou perto de 2% em relação a idêntico período de 2015.

De toda forma, do primeiro para o segundo trimestre de 2016 o peso médio por cabeça sofreu aumento de 2,58%, fato que pode ser atribuído à maior permanência do frango no campo, já que a produção do período excedia as possibilidades de consumo interno e externo. 

No semestre, o resultado final foi um aumento de, praticamente, 7% no número de cabeças abatidas e a geração de um volume de carne mais de 4% superior ao do mesmo semestre de 2015.

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