Frango abatido: relação de preços entre o atacado e o varejo

Agronegócio

Frango abatido: relação de preços entre o atacado e o varejo

Partindo do valor registrado no final de dezembro de 2014, o gráfico abaixo aponta a evolução de preços do frango abatido no varejo em relação aos preços vigentes no atacado nos últimos 18 meses.
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Partindo do valor registrado no final de dezembro de 2014, o gráfico abaixo aponta a evolução de preços do frango abatido no varejo em relação aos preços vigentes no atacado nos últimos 18 meses. E mostra que o consumidor pode pagar pelo produto valores que vão desde pouco mais de 35% até acima de 70% do preço registrado no atacado.

Como essa relação está expressa pela média quadrissemanal móvel, os valores extremos acabam minimizados. Assim, analisando individualmente, semana a semana, o adicional de preço do frango abatido no varejo em relação ao seu valor de venda no atacado, observam-se acréscimos que vão desde um mínimo de 23% até um máximo de 80%.

Mas porque tão grandes diferenças? Porque, em essência, as variações de preço no varejo são bem menores que as observadas no atacado. O que significa, também, que são pouco influenciados pelas variações na oferta.

Em setembro do ano passado, por exemplo, a oferta ajustada fez com que o preço do frango resfriado alcançasse, no atacado paulistano, o maior valor do ano. Então, pela média quadrissemanal, o produto foi negociado por valor 22% superior à média do período. Mas, então, o preço no varejo ficou não mais que 3% acima da média desses 18 meses, fazendo com que o “ganho” aparente do varejista ficasse em cerca de 37%.

Opostamente, no final de janeiro de 2016 – em decorrência de uma oferta excessiva para um consumo restrito (período de férias) – o preço do frango abatido retrocedeu no atacado a um dos menores valores do ano, ficando 20% mais barato que no pico de setembro. Mas no varejo a queda não foi além de 12%, possibilitando que o “ganho” do varejista subisse para 73%, quase o dobro do que foi registrado quatro meses antes.

Em síntese, nas 79 semanas analisadas, os preços no atacado registraram variações máximas de 15% e 22% abaixo e acima da média, respectivamente. Amplitude, portanto, de 38 pontos percentuais. Já ao nível do consumidor essas variações ficaram 8% e 12% abaixo e acima da média, amplitude de 20 pontos percentuais.

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