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Frango abatido fecha trimestre com menor preço em 12 anos

Valores relativos a março de 2018 são preliminares, mas na consolidação do período não irão sofrer maior alteração
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Os valores relativos a março de 2018 são preliminares, mas na consolidação do período não irão sofrer maior alteração, pois as negociações deste mês com o frango abatido se encerram amanhã. O fato é que, nominalmente, o frango abatido (base: produto resfriado comercializado no Grande Atacado da cidade de São Paulo) deve fechar o primeiro trimestre de 2018 com um preço médio, mensal, de no máximo R$2,80/kg.

Nominalmente, esse valor se encontra 6,5% e quase 18% abaixo dos preços registrados em, respectivamente, fevereiro último e março de 2017. No entanto, comparativamente aos valores médios registrados – por exemplo – no primeiro trimestre de 2006 (doze anos atrás) alcança valorização próxima de 25%. Mas... e daí?

“E daí?”, sim, porque nesses mesmos doze anos (144 meses) a inflação medida pelo IBGE através do IPCA acumula variação da ordem de 94%. E, considerados os preços atuais, o frango abatido registra valorização de apenas 25%!

Em outras palavras, o frango tem no momento o menor valor real em, praticamente, doze anos, pois, deflacionados, seus preços se igualam àqueles praticados entre maio e junho de 2006. Na época, o setor começava a sair de uma crise iniciada com abrupta redução das exportações – efeito da queda de consumo no Hemisfério Norte em decorrência de surtos de Influenza Aviária que, infundadamente, atemorizaram os consumidores da carne de frango.

Hoje, como há 12 anos, os surtos de Influenza Aviária voltam a se disseminar pelo Hemisfério Norte. Com a população mais esclarecida, o consumo já não é afetado e, ao contrário do ocorrido em 2006, o Brasil deveria ser beneficiado, pois permanece livre da doença e não corre o risco de sofrer embargos de ordem sanitária por parte dos países importadores.

Mas a sombra da Operação Carne Fraca (deflagrada há exatamente um ano, em 17 de março) continua a toldar as negociações externas do frango brasileiro. E como o consumo interno se encontra visivelmente prejudicado pela perda de poder aquisitivo da população, o resultado é a formação de excedentes e, com eles, a natural queda de preço do produto.

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