Frango inteiro e cortes: os importadores no primeiro semestre
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Agronegócio

Frango inteiro e cortes: os importadores no primeiro semestre

Frango inteiro correspondeu a 40,69% do total de produto in natura
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Nos seis primeiros meses de 2014 o Brasil exportou meio por cento a mais de carne de frango in natura que no mesmo período de 2013. Foram 1,739 milhão de toneladas, contra 1,730 milhão de toneladas um ano atrás.

Os cortes de frango representaram praticamente três quintos desse total (59,31%), enquanto o frango inteiro correspondeu a 40,69% do total de produto in natura. 

A título de ilustração, a tabela abaixo relaciona os 10 principais importadores de um e de outro item. E mostra que o frango inteiro brasileiro tem como principais destinos a Arábia Saudita e a Venezuela, países que absorvem quase um terço do frango inteiro exportado. Em conjunto, os 10 primeiros respondem por 87,68% do total.

O mercado de cortes de frango é mais pulverizado, pois os 10 principais importadores respondem por cerca de dois terços do total exportado (74,80%). No entanto, mais de 40% do total estão concentrados em apenas três importadores: Japão, Hong Kong e China.

Talvez surpreenda encontrar aqui, no segundo e terceiro lugares, Hong Kong e China. Que, por sinal, tornam o mercado chinês o maior importador de cortes: 261,4 mil toneladas, à frente pois das 190,4 mil toneladas do Japão.

No entanto, são mercados absolutamente diferentes entre si. O Japão importa cortes nobres, com maior agregação de valor. O mercado chinês, alguns cortes nobres mas, sobretudo, patas e pés de frango, com menor valor agregado.

A diferença pode ser comprovada ao contrapor-se, por exemplo, volume e receita cambial de Japão e Hong Kong. A receita proporcionada pelo Japão no semestre correspondeu a um preço médio de US$2.584 por tonelada. Já a receita de Hong Kong correspondeu a um preço médio de US$1.397 por tonelada, valor 45% menor. 

No semestre, as exportações brasileiras de cortes de frango alcançaram preço médio de US$1.971 por tonelada. 

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