Frente parlamentar da suinocultura mineira será lançada no dia 22 de maio
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Agronegócio

Frente parlamentar da suinocultura mineira será lançada no dia 22 de maio

A mesma foi idealizada através de uma solicitação do atual presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Dr. Antônio Ferraz, ao deputado estadual Glycon Moreira Franco
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Na próxima quarta-feira (22/05), suinocultores e parlamentares mineiros se reunirão na Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais para o lançamento oficial da Frente Parlamentar da Suinocultura Mineira. A mesma foi idealizada através de uma solicitação do atual presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Dr. Antônio Ferraz, ao deputado estadual Glycon Moreira Franco.

 
Segundo o presidente da Asemg, Dr. Antônio Ferraz  a Frente Parlamentar é de suma importância para a suinocultura mineira. “Nosso setor tem muito a oferecer a toda a população, mas passamos por diversos percalços que somente com o apoio  do legislativo conseguiremos enfrentar. Assim sendo procuramos o deputado estadual e explicamos o panorama e necessidades da suinocultura mineira e o Dr. Glycon prontamente atendeu nossa solicitação e deu início aos procedimentos para a criação desta importante frente de trabalho”,contou o presidente.
 
Minas é um Estado onde o agronegócio  é fatia importante do PIB chegando a representar 15% de todo o agronegócio nacional. A suinocultura mineira conta com 1200 produtores  e  cerca de 268 mil  matrizes,  que correspondem a um rebanho efetivo de mais de 5 milhões de animais, o que representa 12,8% do plantel nacional. É hoje o 4º maior Estado produtor de carne suína, o que representa cerca de 435,8 mil toneladas de carne suína, sendo que 26 mil toneladas são exportadas e o restante destinado ao mercado interno. No quesito mercado interno, somos um Estado que se diferencia dos demais chegando ao consumo de 22 kg per capita frente a 15,5 kg/ hab/ano que representa a média nacional de consumo, favorecido sobretudo pela nossa cultura gastronômica. Mesmo sendo o Estado onde mais se consome carne suína no país, registramos ainda números extremamente tímidos frente ao consumo de países europeus, como Dinamarca, França, entre outros, que consomem cerca de 60 kg por habitante/ano.

 
A distribuição da carne suína brasileira em 2012 se configurou da seguinte forma: 84% destinados para o mercado interno e 16% para o externo. A nossa produção, em um contexto nacional, de 2008 a 2012, cresceu a uma taxa média de 3,67% atingindo em 2012, 3.500 mil toneladas de carne suína. Se ficarmos nos próximos anos com a nossa taxa de exportação estável, ou seja, caso não aconteça nenhum fato relevante positivo ou negativo que impacte nas nossas relações comerciais internacionais e permanecermos exportando na faixa de 500 mil toneladas, e ainda assim continuarmos ampliando a nossa produção na casa de 3,67%, chegaremos em 2015 com uma produção anual de 4100 mil toneladas, o que nos dá uma disponibilidade interna de 3.600 mil toneladas, que dividido pela população projetada até 2015 nos dá um consumo per capita de 18 kg. Por isso o empenho em ampliar o consumo da carne suína dos 15 kg atuais para 18 kg/habitante/ano. “Essa é uma das bandeiras que será levantada pela Frente Parlamentar da Suinocultura Mineira. Somente através do apoio dos parlamentares conseguiremos incluir a carne suína nas refeições coletivas fornecidas pelo governo estadual para as escolas estaduais, creches, sistema prisional, dentre outros” pontuou o presidente da Asemg
 
A Frente Parlamentar da Suinocultura Mineira terá como diretrizes iniciais os seguintes temas: Tributação de entrada de carne suína de outros Estados; Criação do fundo GTA – Guia de Trânsito Animal; Criação do “Dia da Carne Suína Mineira”; Criação de mecanismos facilitadores para obtenção da licença ambiental para a suinocultura, inclusive redução de custos; Inserção da carne suína nas refeições fornecidas pelo Estado (escolas, hospitais, presídios, abrigos, etc.); Controle de estoque regulador de grãos (milho e soja); Criação de seguro de crédito; Criação de mecanismos facilitadores para participar nos leilões da CONAB; Mudança no conceito de fiscalização ambiental: de punitiva para orientadora e educativa.

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