A soja registrou recuperação de preços em parte das praças brasileiras, enquanto o avanço do plantio mantém a atenção sobre o caixa das propriedades. Segundo a TF Agroeconômica, os ganhos foram desiguais e a comparação entre propostas deve considerar frete, descontos e prazo de pagamento.
No Rio Grande do Sul, Rio Grande subiu R$ 2, para R$ 161,00 por saca. Passo Fundo e Santa Rosa ganharam R$ 1, chegando a R$ 153,00 e R$ 154,00. A diferença de R$ 8 entre porto e Passo Fundo precisa cobrir os custos adicionais de entrega. A Emater/RS-Ascar registrou avanço do plantio de 3% para 10%, mas umidade, frio e pouca luminosidade restringem as operações.
Em Santa Catarina, Abelardo Luz manteve R$ 153,00 por saca na modalidade FOB. O plantio está em 17,2%, conforme a referência semanal da Conab.
No Paraná, Paranaguá e Cascavel avançaram R$ 1, para R$ 160,00 e R$ 149,00. O Deral projeta 22,75 milhões de toneladas, 4% acima do ciclo anterior, com 62% da área semeada e 88% das lavouras em boa condição.
Em Mato Grosso do Sul, Dourados ganhou R$ 1 e chegou a R$ 143,00 por saca, enquanto Campo Grande permaneceu em R$ 142,00, na referência CIF. A semeadura alcança 60%, segundo a Conab. As diferentes condições comerciais impedem tratar a distância entre os preços como vantagem líquida automática.
Em Mato Grosso, as cinco praças do disponível acompanhadas pelo Imea subiram entre R$ 0,45 e R$ 0,55. As cotações vão de R$ 133,40, em Lucas do Rio Verde, a R$ 139,85, em Rondonópolis. O estado processou o recorde de 10,42 milhões de toneladas de janeiro a setembro, alta de 4,74%. Com 75,81% da área plantada, o prazo de recebimento das vendas ganha peso no custeio dos tratos.