Futuro do café cai 1,6%, mas continua em patamares elevados

Agronegócio

Futuro do café cai 1,6%, mas continua em patamares elevados

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Depois de dois dias de fortes altas, as cotações do café recuaram e devolveram parte dos ganhos dos dias anteriores. Ontem, na Coffee, Sugar and Cocoa Exchange (CSCE), de Nova York, os contratos com vencimento em março foram negociados a 105,05 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 1,64% em comparação com o pregão do dia anterior.

A retração dos preços internacionais foi atribuída às vendas realizadas por fundos e pequenos especuladores, sendo que os países produtores atuaram de forma tímida, realizando poucas operações de travas de preços. "O mercado foi de correções técnicas. Os fundos aproveitaram os bons preços para realizar parte dos lucros e colocar um pouco de dinheiro no bolso", afirma Rodrigo Costa, operador da Fimat Futures.

Fim das altas:

Na avaliação de alguns operadores, a queda observada ontem em Nova York representa o fim do ciclo de alta dos preços do café, que tiveram início em novembro. A expectativa de um movimento de queda está sustentada na posição comprada dos fundos. "O mercado estava se movimentando a favor dos fundos até ontem. No entanto, a queda foi muito pequena perto da volatilidade do mercado nos últimos pregões", diz Costa.

Entre as sessões do dia 16 de dezembro, quando as cotações finalmente superaram a marca de US$ 1 por libra e do dia 20, os preços do café registraram alta de 7,07%. Ou seja, mesmo com a retração de 1,6% do pregão de ontem, o saldo ainda é positivo. "O mercado não está com cara de que vai cair", estima Costa.

A valorização dos preços no mercado preocupam parte dos operadores da bolsa, principalmente os compradores comerciais. Isso porque, o último relatório da bolsa informou que dos 104 mil contratos abertos, 76% são de posições vendidas, ou seja muitos "vendedores" têm um forte potencial para se transformarem em compradores. "Isso é possível porque sempre que os preços sobem quem está em posição vendida tem que arcar com os custos dos ajustes diários e isso necessita de muito capital de giro", diz Costa.


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