Apesar da elevação de projeção da exportação, os futuros de milho cederam nesta terça-feira, na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), de acordo com o que informa a TF Agroeconômica. “Os vencimentos de milho fecharam em leve baixa nesta terça-feira, com a divulgação do relatório do USDA a respeito do milho”, comenta.
“Na contramão destas notícias, a ANEC projetou a exportação de milho em setembro em até 10,69 milhões de toneladas, ante projeção da semana anterior de 9,67 milhões. Mesmo na estimativa mais conservadora da entidade (9,7 milhões), o volume seria recorde para o período em projeção”, completa a consultoria.
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa. “O vencimento setembro/23 fechou a R$ 54,48, baixa de R$ -0,51 no dia e alta de R$ 0,50 na semana; o vencimento de novembro/23 foi de R$ 57,25, baixa de R$ -1,11 no dia, baixa de R$ -0,74 na semana; janeiro/23 fechou a R$ 61,16, baixa de R$ -1,08 no dia, baixa de R$ -0,51 na semana”, indica.
Em Chicago o milho fechou em baixa. “A cotação para setembro23, referência para a nossa safra de inverno, fechou em baixa de -1,70 % ou $ -8,00 cents/bushel a $ 463,25. A cotação de dezembro23, a principal data negociada nos EUA, fechou em baixa de -1,90 % ou $ -9,25 cents/bushel a $ 476,50”, informa.
“O milho negociado em Chicago fechou em baixa nessa terça-feira. O relatório do USDA foi no sentido oposto ao esperado no mercado. O volume total da safra americana foi ampliado e o rendimento, apesar do corte, foi menor do que o esperado. Os estoques finais também ficaram acima do projetado pelo mercado”, conclui.