O mercado futuro do milho em São Paulo (B3) se recupera parcialmente, com exportação muito ativa, segundo o que informa a TF Agroeconômica. “Apesar da pressão dos mercados financeiros nacionais e mundiais, que estiveram sob forte pressão da inflação global e os consequentes apertos monetários por parte dos respectivos BC’s, os preços do milho no mercado futuro de São Paulo fecharam em alta, diante da forte demanda da exportação. Houve interesse em todos os portos brasileiros, com fechamentos do mercado físico generalizados, com preços superiores aos do mercado interno, que motivaram a alta na B3”, comenta.
“Com isto, as cotações fecharam em alta, para o dia e para a semana: o vencimento julho/22 fechou a R$ 90,02, alta de R$ 1,09 no dia e alta de R$ 1,60 na semana nos últimos 5 pregões (semana); setembro/22 fechou a R$ 92,81 alta de R$ 0,86 no dia e de R$ 1,51 na semana e novembro/22 fechou a R$ 94,89 com alta de R$ 1,0 no dia e de R$ 2,37 na semana”, completa.
Em Chicago o milho fechou em leve alta, mas ainda sente a pressão dos Fundos e da colheita. “A cotação do milho para julho22 é período de referência para a exportação brasileira, fechou em leve alta de 0,81% ou 6,25 cents/bushel a $ 774,50. A cotação para março 2023, início da safra de verão, fechou em inalterado a $ 724,75”, indica.
“Perto do fim da sessão, o Fed anunciou um aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa de juros dos EUA. Esta foi a maior elevação desde 1994 e, segundo analistas, pode desencadear uma liquidação de contratos por fundos que vinham investindo em commodities como proteção contra a inflação. Petróleo em queda, espalhou sentimento de baixa. Operadores aguardam a possibilidade de realizar embarques e saídas de grãos da Ucrânia”, conclui.