Apesar da boa atividade do mercado físico, o milho fechou em queda no futuro da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “A forte elevação do dólar, de 0,94%, foi praticamente anulada pela queda de 1,0% da cotação do milho no mercado futuro de Chicago, nesta sexta-feira. Contudo, a atividade do mercado físico foi muito intensa, tendo corrido um farm selling de pelo menos 380 mil toneladas para exportação no país”, comenta.
“Na B3, porém, as cotações futuras fecharam em queda no dia, mas altas no comparativo semanal: o vencimento novembro/22 fechou a R$ 87,58, queda de R$ 0,11 no dia e alta de R$ 1,14 na semana (últimos 5 pregões); janeiro/22 fechou a R$ 93,23, queda de R$ 0,07 no dia e alta de R$ 1,72 na semana e março/23 fechou a R$ 96,17, queda de R$ 0,07 no dia e alta de R$ 2,17 na semana”, completa.
A cotação de dezembro fechou em queda de 1,0% ou $ 7,0/bushel, a $ 690,75. A cotação para março 2023, início da nossa safra de verão, fechou em queda de 1,10% ou $ 7,75 bushel a $ 697,25. “Fraqueza no trigo e no petróleo, infectaram o milho. O clima e o progresso da colheita nos EUA são acompanhados de perto. A preocupação com o futuro da demanda acrescentou um sentimento de baixo”, indica.
“Os dados semanais de vendas de exportação do USDA mostraram que 200.191 toneladas de milho foram vendidas durante a semana de 6/10. Isso foi inferior à venda da semana passada e foi apenas 20% da mesma semana do ano passado. O USDA teve 422.590 T enviados para um total de 2,67 MT da temporada. Isso fica atrás da campanha do ano passado em 22%. Os compromissos totais de milho ficam 51% abaixo do ritmo do ano passado, a 13,423 MT”, conclui.