Garantia de alimento para o gado
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Agronegócio

Garantia de alimento para o gado

Sorgo também é opção para silagem
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“Logo após realizarem a retirada do milho, plantado no final do mês de agosto e setembro, os produtores voltam a semear o cereal da safrinha, para uma nova formação de silagem”, explica técnico agrícola
 
Os produtores com investimentos na bacia leiteira e de gado de corte estão concluindo os trabalhos de silagem. Considerada uma das principais fontes de alimentos, para os animais, o sistema tem seu espaço ampliado dentro das propriedades rurais, como forma de garantia alimentar em períodos de escassez de outras alternativas.

O técnico do escritório da Emater-RS de Chapada, Carlos Wagner, acredita que hoje, a produção de silagem está inserida em até 95% das propriedades rurais onde há produção leiteira. “A silagem é uma excelente fonte de energia para o gado”, salienta. Conforme Wagner, em apenas um hectare de área é possível obter uma produção do alimento acima das 40 toneladas. De acordo com Wagner parte dos agricultores, que permanecem na atividade de produção de leite, já estão realizando silagem duas vezes por ano, tendo o milho como a cultura geradora do alimento. “Logo após realizarem a retirada do milho, plantado no final do mês de agosto e setembro, os produtores voltam a semear o cereal da safrinha, para uma nova formação de silagem”, explica.

Segundo o técnico agrícola, a silagem tornou-se indispensável para uma sequência alimentar saudável para os rebanhos, principalmente, quando ocorrem fatores ligados a natureza como nos períodos de troca das estações do ano e nas épocas de secas, que impedem o cultivo de pastagem verde. “A silagem é mais barata do que a ração, motivo pelo qual o homem do campo vem dando mais importância em trabalhar com este sistema de alimentação para o gado”, salienta Wagner.

Ele cita como exemplo a falta de chuvas que aconteceram entre o final de 2011 e primeiros meses do ano passado, quando não havia pastagens nos campos, o que levou os produtores de leite a colocarem no cocho a silagem, estocada nos silos. “Caso não houvesse a alternativa, os prejuízos na bacia leiteira teriam sido enormes, principalmente nos municípios como o de Chapada que tem mais de 10 mil animais em lactação, que representam uma produção diária de 120 mil litros de leite”, complementa Wagner.

O leite está em mais de mil propriedades rurais, a maioria formada por pequenas áreas de terra. Uma vaca com peso médio de 550 quilos consome perto de 70 quilos de alimentos por dia.

Sorgo forrageiro
Os produtores de gado de leite ou corte têm uma opção na safrinha depois da colheita do milho para silagem: o plantio do sorgo forrageiro para a produção e volumoso. O milho que é plantado no inicio de setembro e colhido em meados de dezembro para a produção da silagem dá condições para que seja feita uma nova safra de sorgo forrageiro para o mesmo destino, tendo como vantagem, em relação ao plantio da safrinha com milho, a não ocorrência de problemas de acamamento e assim, proporcionando melhores condições para uma colheita positiva, não deixando este a desejar quanto à quantidade de massa verde e energia produzidos pelo milho.

Plantado com técnica de plantio direto, utiliza-se de adubação de base e somente uma aplicação de adubação de cobertura.

Na hora da colheita o produtor deve ter o cuidado para colher no momento certo para que possa aproveitar o máximo do grão. A formação do grão do sorgo é diferente do milho, enquanto o milho praticamente forma todos os grãos da espiga ao mesmo tempo, o sorgo forma o grão da espiga de cima para baixo praticamente temos três estágios de grão em uma mesma espiga, primeiro na parte superior, depois na meio da espiga e por fim na parte inferior. Sendo que a silagem deve ser feita quando a maioria dos grãos da espiga estiver em forma de farinácea, colhendo antes disso perde-se energia e se feito depois ele não é aproveitado pelo animal na hora do consumo, passando diretamente no aparelho digestivo do mesmo. Ele também pode ser utilizado como corte verde e largado diretamente no coxo tendo uma boa aceitação por parte dos animais e bom resultado na produção de leite ou carne.

Delso Silvestro trabalha com gado de leite e utiliza a silagem do sorgo forrageiro, segundo ele o volumoso tem uma ótima aceitação por parte dos animais além de gerar bons resultados no que diz respeito à produção. Ainda comenta que o volumoso é importante na transição da entre safra das pastagens não deixando o animal perder peso ou diminuir a produção.
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