Gás carbônico será usado como matéria-prima de agroquímicos em pesquisa

Liberação controlada

Gás carbônico será usado como matéria-prima de agroquímicos em pesquisa

O projeto propõe o desenvolvimento de formulações que reunirão no mesmo produto: nanocarbonatos, obtidos a partir do gás carbônico
Por: -Aline Merladete
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O projeto AgriCarbono é um projeto de pesquisa que utilizará o gás carbônico (CO2) para a produção de suportes (material para formação de cápsulas) de liberação controlada de agroquímicos. O projeto desenvolvido pela Embrapa busca, através da O objetivo é, por meio da liberação controlada, aumentar a eficácia de aplicação e reduzir a poluição ambiental, inerentes ao uso dos agroquímicos convencionais. O trabalho conta com recursos da Eletrobrás Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE).

O pesquisador da Embrapa Agroenergia, Silvio Vaz Junior afirma que serão desenvolvidos suportes em nanoescala para liberação controlada de moléculas de agroquímicos, que podem ser um fertilizante, um antibiótico ou um semioquímico (substância envolvida na comunicação entre seres vivos como insetos e utilizado em manejo de pragas).

O projeto propõe o desenvolvimento de formulações que reunirão no mesmo produto: nanocarbonatos, obtidos a partir do gás carbônico; lignina, oriunda do processamento da indústria de papel e celulose; e o agroquímico de interesse. O nanocarbonato tem a função de adsorver (fixar) os agroquímicos, enquanto que a lignina, um polímero natural presente nas plantas, é empregada como aditivo para melhorar essa adsorção. No caso do fertilizante, o resultado é a liberação gradual do agroquímico aumentando sua eficiência e reduzindo perdas do produto para o meio ambiente. Parte dos fertilizantes convencionais se perde por carreamento, sublimação e outros processos, o que pode contaminar o meio ambiente.

As cápsulas nanométricas também servem para envolver o medicamento veterinário e o semioquímico. O nanoencapsulamento promove a liberação lenta ou controlada de ambos, o que permite maior eficácia, redução da quantidade dos princípios ativos utilizados e, consequentemente, dos impactos negativos ao meio ambiente.
 


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