Girassol é alternativa no Oeste Catarinense

Agronegócio

Girassol é alternativa no Oeste Catarinense

A vantagem do plantio da flor é que não concorre com outras culturas como o milho e a soja
Por: -Darci Debona
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A produção de girassol deverá ser a nova alternativa da safrinha, que é cultivada após a colheita do fumo ou milho, a partir de janeiro. De acordo com o chefe do Centro de Pesquisas em Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf/Epagri) em Chapecó (SC), Haroldo Tadeu Elias, os incentivos governamentais, como a inclusão de 2% de óleo vegetal no óleo diesel, estimularam os investimentos no setor.

A Epagri testa 20 variedades de girassol para a produção de óleo, da Embrapa de Londrina e de empresas particulares. O objetivo é verificar quais as variedades que apresentam maior produtividade e rendimento no teor de óleo. Normalmente a concentração varia entre 35% a 45%. Elias explicou que a vantagem do girassol é que não concorre com outras culturas como a soja e o milho, apresenta resistência à estiagem e pode ser um complemento de renda nas pequenas propriedades.

O experimento da Epagri tem dois mil metros quadrados na Penitenciária Agrícola de Chapecó. A colheita inicia em janeiro e, depois, o material será enviado para análise nos laboratórios da Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Unochapecó).

Cada produtor vai cultivar entre cinco e 10 hectares

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xaxim e tesoureiro da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de SC (Fetaesc), Ledinho Curtarelli, ressaltou que existem 62 produtores inscritos para o cultivo somente na região do Alto Irani. Cada produtor deve cultivar entre cinco e 10 hectares.

A empresa Ecodiesel, de Rosário do Sul (RS), está firmando contrato de compras no valor de R$ 30 a saca de 60 quilos. Como a produção pode variar de 30 a 40 sacas por hectare, a renda bruta varia entre R$ 1 mil a R$ 1,2 mil.

O coordenador da Ecodiesel na região Sul, Rogério Barbosa, afirmou que a meta é implantar 10 mil hectares em 2007. Inicialmente o produto será transportado para o Rio Grande do Sul. Dependendo do crescimento da atividade, a intenção é montar esmagadoras em Santa Catarina, em parceria com cooperativas.

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