Goiás a um passo da zona livre de aftosa sem vacinação
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Agronegócio

Goiás a um passo da zona livre de aftosa sem vacinação

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A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação de Goiás – Seagro atuou este ano no sentido de fortalecer o produtor e ampliar a produção no Estado. Um exemplo é a consolidação do Programa de Aquicultura e Pesca em Goiás. A secretaria empenhou esforços também para promover a agricultura orgânica e melhorar geneticamente plantas e animais, além de criar projetos voltados para o desenvolvimento estratégico de políticas agrícolas e elaborar estudos mercadológicos, estatísticos e de acompanhamento de safra.


O Programa Lavoura Comunitária, coordenador pela Seagro, contemplou, na última safra, 150 cidades, perfazendo 391 lavouras em todo o Estado, com mais de 17 mil hectares plantados de arroz e milho. Mais de 500 toneladas de grãos, que representam 2% da produção, foram entregues à Organização das Voluntárias de Goiás – OVG para a distribuição entre as associações e entidades filantrópicas assistidas pelo Governo Estadual.

Com a orientação da Seagro, a Agrodefesa passou a fazer a vacinação única do rebanho, atendendo a um anseio dos pecuaristas goianos. O próximo passo é eliminar a vacina e declarar Goiás livre da aftosa, sem vacinação. Para isso, já tramita ação. Só falta agora anúncio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, já que o Estado cumpriu todas as suas obrigações e alcançou todas as metas para o fim da aftosa no rebanho goiano.

Em novembro, a secretaria realizou o Encontro de Secretários Municipais de Agricultura, para discutir uma participação mais ativa dos secretários municipais nas ações da pasta. Na ocasião, foram entregues 20 veículos novos à Agência Goiana de Defesa Agropecuária - Agrodefesa, que serão empregados para dinamizar as ações de controle sanitário no Estado.


Foi lançado o Cadastro do Irrigante, que vai resultar na construção de um banco de dados que permitirá um melhor conhecimento de todas as regiões que hoje contam com irrigantes em funcionamento no Estado. Até o final de 2014, o setor de irrigação em Goiás vai receber R$ 220 milhões oriundos do Ministério da Integração Nacional, via PAC-2.


No primeiro semestre, foi feita a assinatura de termo de cooperação com o Governo da Província de Hebei, na China, para produção de 6 milhões de toneladas de soja nas regiões Norte e Nordeste de Goiás, com investimento inicial em infraestrutura na ordem de US$ 7 bilhões.


A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação de Goiás - Seagro assumiu, em 2011, a coordenação das ações e a execução das propostas do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, o ABC Goiás. A proposta, espelhada em iniciativa do Governo Federal, pretende estimular a redução dos níveis das emissões de CO² na agricultura, tendo em vista a preservação ambiental e produção sustentável de alimentos.

Dando continuidade às parcerias com o Governo Federal, a Seagro desenvolveu, ao longo deste ano, em todo o Estado, ações de apoio aos agricultores familiares. Merece destaque o trabalho realizado junto às comunidades quilombolas, indígenas, jovens e mulheres rurais.

Resultado do trabalho da Seagro, Goiás vai sediar, em 2012, o Congresso Internacional da Carne. Goiás também vai receber, em 2016, o Congresso Internacional do Algodão. São ações e estratégias que fortalecem o produtor, consolidam a produção de Goiás e tornam o Estado um grande polo de desenvolvimento.



Agrodefesa investe em parcerias e fortalece o agronegócio

As ações da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) em 2011 focaram em parcerias e deram a Goiás um merecido destaque no cenário nacional. Entre as realizações podemos destacar a vacinação contra a febre aftosa, amplamente satisfatória, tanto na primeira etapa, realizada em maio quanto na segunda, finalizada no último mês de novembro, com 100% do rebanho bovino vacinado.

A mudança de estratégia na segunda etapa de vacinação, com a retirada de bovinos e bubalinos com idade superior a 24 meses do calendário, rendeu aos produtores uma economia direta de R$ 16 milhões e indireta da ordem de R$ 20 milhões.

A eficiência vacinal do rebanho goiano está entre as cinco melhores do país, o que demonstra a garantia de proteção contra a febre aftosa e é mais um importante passo para alcançar o status de zona livre da doença sem vacinação, até 2015. Goiás tem hoje um rebanho de 21 milhões e meio de cabeças.


Foram ampliadas as inspeções em frigoríficos e laticínios, além de rigoroso controle sobre atividades como piscicultura, caprinocultura e ovinocultura, além da produção de mel, prática que vem se expandindo em nosso Estado. Na área vegetal, houve um efetivo controle da ferrugem asiática da soja aplicando o vazio sanitário e garantido um controle da doença em Goiás, ocorrendo o mesmo com o bicudo do algodoeiro, e também o controle de outras pragas que poderiam comprometer a safra de citrus, banana e tomate.

Foi implantada ainda a fiscalização nas hortas cultivadas na Capital e na região metropolitana, em parceria com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Goiás (Crea). Atualmente, a Agência está estruturada para o controle total das fronteiras com 20 postos fixos e 23 volantes, com fiscalização 24 horas, nos sete dias da semana, protegendo contra pragas e doenças os produtos aqui cultivados e o nosso rebanho.

A integração das ações da Agrodefesa, da Secretaria de Agricultura do Estado (Seagro), da Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa) e da Agência Goiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) melhorou a qualidade dos serviços prestados aos produtores, permissionários e transportadores.

Parceria com a Federação da Agricultura do Estado (Faeg) e a Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) vai ajudar o Estado a implantar o Selo de Qualidade, com reconhecimento internacional, até o final de 2012 ou meados de 2013 e, dessa forma, colocar os produtos goianos no mercado externo. Todas estas entidades já estão trabalhando para isso.

Convênio com a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), para troca online de informações, integram dados, compatibilizam cadastros e evitam a duplicidade de informações. A iniciativa ajuda diretamente no controle, por exemplo, de inspeção, a aquisição e devolução de embalagens de agrotóxicos, onde Goiás também alcança destaque.


Segundo dados deste ano do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos (Inpev), a média goiana de devolução destas embalagens está acima de 96%. Um percentual significativo se comparado à média brasileira, que é de 94%. Nos 23 centros de devolução implantados em Goiás, 3 mil 182 toneladas de embalagens foram devolvidas, de janeiro até agora, o que significa um incremento de 10,8% a mais se comparado ao mesmo período de 2010, e prova que nossos agricultores estão cada vez mais conscientes da importância de se preservar o meio ambiente e a saúde do povo goiano.

Neste ano, os escritórios locais e regionais da Agência foram 100% informatizados, dando agilidade e transparência às informações entre o órgão e as 130 mil propriedades rurais goianas, além de facilitar a concretização de serviços como emissão de guias de trânsito animal e vegetal (GTA/GTV) pelo produtor e oferecer muitas outras ferramentas on line a disposição do pequeno, médio e grande produtor rural.

Os números foram positivos também no que se refere aos funcionários do órgão. Pelo menos 750 fiscais e técnicos agropecuários, entre agrônomos e veterinários, foram capacitados. Os aprovados em concurso público foram empossados e já estão trabalhando nos 246 municípios.

Destaque também para a Agricultura Familiar. Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae), em 2012 Goiás vai cumprir a exigência do Governo Federal de que, pelo menos 30% dos produtos adquiridos para a merenda escolar com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) venham da agricultura familiar.

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