Goiás pode ter perdas de até 8% na safra de grãos

Agronegócio

Goiás pode ter perdas de até 8% na safra de grãos

A principal causa foi a constante chuva que caiu na maior parte das regiões produtoras
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Ao contrário do que ocorre em nível nacional, que aponta um crescimento de 4% na colheita de grãos, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira (06) pelo IBGE, a situação em Goiás não é das mais favoráveis. Os técnicos da Secretaria da Agricultura, responsáveis pelos levantamentos, relatam que haverá prejuízos de 500 mil toneladas na colheita da safra 2010/2011. A principal responsável foi a constante chuva que caiu na maior parte das regiões produtoras de grãos.

Dentre as culturas mais prejudicadas estão a soja, arroz e feijão. As regiões mais castigadas pela chuva foram a Sul e Sudoeste de Goiás, onde a média pluviométrica foi 25% superior à média histórica. Fato que prejudicou principalmente a cultura da soja de ciclo médio, pois as culturas de ciclos mais curtos já haviam sido colhidas. A soja plantada já foi colhida em cerca de 85% da área plantada e está chegando ao fim. As perdas em alguns municípios chegaram próximo da totalidade, como ocorreu em Goiatuba.

Outras culturas

Porém, em culturas como a do milho 1ª safra, cuja colheita está em andamento, o excesso de chuvas não deverá prejudicar a produtividade do grão. Mas a perda da qualidade do produto devido a umidade é quase inevitável. Para o milho 2ª safra, o levantamento do IBGE aponta um acréscimo de área de 16,8%, com expectativa de aumento devido aos bons preços praticados no mercado e a regularidade das chuvas.

A cultura do arroz sequeiro deve acumular perdas da ordem de 15% também motivada pela chuva, que ocasionou em algumas áreas, perdas totais. O excesso de precipitação no momento da colheita fez com que o grão ficasse úmido e perdesse qualidade. Devido a queda na produção os preços se mantêm em alta no mercado, porém tendem a cair quando o arroz de qualidade inferior entrar no mercado. Segundo os técnicos da Seagro é possível também que haja redução na área de produção entre 14% e 15%.

No caso do feijão 2ª safra, o levantamento da Seagro aponta para um decréscimo de 50% na área plantada em relação a 2010, porém, a expectativa é de que com a regularidade das chuvas o plantio seja completado em área semelhante à plantada em 2010. Para o sorgo e algodão as expectativas são boas e interessantes.

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