Governo anuncia R$ 7 bilhões para a agricultura familiar
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Agronegócio

Governo anuncia R$ 7 bilhões para a agricultura familiar

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O governo federal vai destinar R$ 7 bilhões para o Programa Nacional de Agricultura Familiar 2004/05, medida que deve incluir no programa de credito produtivo mais 450 mil agricultores. A afirmação foi dada ontem (19-05) pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, após reunião com representantes da 10ª edição do Grito da Terra, que ocorreu no Palácio do Planalto.

“Este valor traduz o apoio do governo Lula à agricultura familiar do país. Nós estamos trabalhando para melhorar ainda mais o nosso desempenho”, destacou Rossetto. Para a reforma agrária, ele revelou que o governo vai desapropriar, o mais breve possível, 100 mil hectares de terras. Também será instalada uma comissão envolvendo os Ministérios do Planejamento, Desenvolvimento Agrário e Fazenda, além de representantes do Incra, para estudar o plano de cargos e salários dos servidores da instituição.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), Manuel dos Santos, saiu da reunião satisfeito com o aumento de 30% do valor disponível do plano safra 2004/05, comparado com o valor destinado em 2003/04. Recursos subiram de R$ 5,4 bilhões para R$ 7 bilhões.

Segundo ele, desta vez o governo atendeu com mais êxito às reivindicações do setor, mas ressaltou que o movimento ainda não está completamente satisfeito. “Vamos ainda fazer uma avaliação minuciosa da resposta do governo às nossas pautas”, afirmou Manuel.

Na saída da reunião, Manuel exibiu um documento com as respostas do governo às 183 reivindicações dos agricultores ao governo. Segundo ele, a contra-proposta será avaliada ainda nesta noite no acampamento do Grito da Terra, montado deste a última segunda-feira na Esplanada dos Ministérios.

Além de Rosseto, participaram da reunião com representantes do Grito da Terra, movimento coordenado pela Contag, os ministros Antônio Palocci (Fazenda), Luiz Dulci (da Secretaria Geral da Presidência da República) e o assessor especial, José Graziano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu à reunião.


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