Governo estuda estratégia para ampliar exportação de alimentos

Agronegócio

Governo estuda estratégia para ampliar exportação de alimentos

A estratégia é a de não focalizar apenas nos mercados tradicionais e avaliar quais são as economias com potencial de ser grandes consumidores
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O governo brasileiro prepara uma estratégia para tentar transformar o setor agrícola nacional no principal fornecedor de alimentos e matérias-primas (commodities) para uma série de mercados. O Ministério da Agricultura está concluindo um mapeamento dos mercados externos que o País deve priorizar em termos agrícolas. O levantamento ainda está sendo debatido com os setores privados.


Porém, com problemas ainda para resolver internamente, no que se refere às condições fitossanitárias, o governo admite que o aumento das exportações agrícolas também fará com que o número de barreiras seja elevada. Para o setor privado, o governo ainda precisa fazer sua lição de casa. "O Brasil será cada vez mais perseguido", afirmou o diretor do Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos Oliveira.

A estratégia é a de deixar de focalizar apenas nos mercados tradicionais e passar a avaliar quais são as economias com potencial de ser grandes consumidores de produtos agrícolas nos próximos anos.

O mapeamento está ocorrendo em três etapas. A primeira é a análise dos indicadores econômicos e de mercado dos diferentes países. Uma segunda etapa está sendo a identificação das eventuais barreiras existentes e os critérios fitossanitários para as exportações. Uma vez concluído esse estágio, o governo então passaria a avaliar ações de promoção das exportações.


Representantes do setor de frutas e de carnes, por exemplo, já foram consultados para opinar sobre o mapeamento. Mercados como o da China, Índia, Leste Asiático, países do Golfo Pérsico, Norte da África, Rússia e outros estão em avaliação. No caso da Índia, por exemplo, há indicações de que o país possa sofrer uma crise no setor agrícola nos próximos anos, diante da falta de água e das práticas quase arcaicas de produção. Para o Brasil, essa seria uma oportunidade para a exportação não apenas de produtos agrícolas, como também de maquinário.

O setor privado considerou os levantamentos como um iniciativa positiva. Mas alertou que o governo precisa fazer seu dever de casa antes de querer "conquistar o mundo". Para o presidente da Associação de Produtores de Carne Suína, Pedro Camargo Neto, o que interessa é se existem ou não exigências sanitárias em um país e o que deve ser feito para eliminá-las.

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