Grãos: oeste da BA e sul do MA têm produtividade maior que média nacional

Agronegócio

Grãos: oeste da BA e sul do MA têm produtividade maior que média nacional

O milho, por exemplo, está alcançando 9 mil kg/ha
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A produção de milho, soja e algodão no oeste da Bahia e no sul do Maranhão vem se destacando no cenário nacional, com uma produtividade média que supera a de outras regiões. O milho, por exemplo, está alcançando 9 mil kg/ha, a soja chega a 3,2 mil kg/ha e o algodão se iguala a 270 arrobas/ha no sul baiano. O Maranhão também caminha para esse patamar.


A constatação é do analista de mercado da Conab, Thomé Luiz Guth, após visita às regiões na semana passada, quando da realização de estudos de campo para o 8º levantamento da safra 2010/2011 que será anunciado no próximo dia 10.

Ele percorreu os municípios de Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, São Desidério e Correntina, na Bahia, e esteve também em Balsas, Tasso Fragoso e Alto Parnaíba, no Maranhão. A produção do oeste baiano, em toneladas, é de 3,37 milhões para soja, 1,38 milhão para milho e de 1,47 milhão para algodão em caroço, enquanto que o sul maranhense tem, em toneladas, 1,29 milhão de soja, 225 mil de milho 1ª safra e 108 mil de milho 2ª safra.


Grande parte do milho produzido nas regiões, cerca de 80%, é destinada ao mercado nordestino, sendo que o escoamento da safra é realizado pelos portos de Itaqui, no Maranhão, e Aratu e Ilhéus, na Bahia.

De acordo com Thomé, contribuíram para este crescimento a política governamental de incentivo à produção, com o crescimento do preço mínimo em 92%, no período de 2003 a 2010, no Nordeste, a implantação de alta tecnologia de sementes com elevado potencial produtivo, além do uso racional de adubação. Outro grande incentivo é a baixa oferta das commodities e os bons preços pagos pelos produtos no mercado externo.


Pela análise do técnico, muitas dificuldades estão sendo enfrentadas pelos produtores destas regiões, para garantir o escoamento da safra. A falta de infraestrutura em logística, o mau estado das estradas e a falta de ferrovias estão entre as principais.

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