Grãos abrem o dia sob pressão e incertezas
A soja também perdeu força em Chicago
A soja também perdeu força em Chicago - Foto: Pixabay
O mercado de grãos inicia esta quinta-feira (15) com movimentos distintos entre trigo, soja e milho, enquanto investidores acompanham indicadores econômicos que podem influenciar as cotações internacionais. Segundo a TF Agroeconômica, a divulgação dos preços ao produtor e das vendas no varejo dos Estados Unidos, referentes a setembro, deve orientar as expectativas sobre juros, dólar e commodities.
No trigo, os contratos iniciaram o dia em realização de lucros após as altas da sessão anterior. O suporte recente veio do atraso no plantio americano, que alcançou 51% da área prevista, abaixo da média histórica de 58%, além da recuperação da demanda externa. Na França, a FranceAgriMer reduziu a previsão de estoques finais de trigo para 2,714 milhões de toneladas na safra 2026/27, contra 3,007 milhões na estimativa anterior.
A soja também perdeu força em Chicago, apesar da confirmação de uma venda de 470 mil toneladas dos Estados Unidos para a China. Como a negociação já era esperada, houve realização de lucros. No Brasil, o plantio chegou a 20% da área, acima da média histórica de 15%, tornando o clima sul-americano cada vez mais relevante para os preços. A China importou 11,88 milhões de toneladas de soja em setembro, queda anual de 8%, e anunciou novo leilão de 504 mil toneladas para 20 de outubro.
Já o milho apresenta oscilações diante das perspectivas de maior oferta global. O atraso na colheita e a previsão de chuvas no Meio-Oeste americano oferecem algum suporte, enquanto o contrato de dezembro busca permanecer próximo de US$ 4,80 por bushel. No Brasil, os preços recuam 0,24% no dia e acumulam baixa de 4,72% no mês, pressionados pelas sobras destinadas à exportação. Na abertura, o dólar futuro era indicado a R$ 5,05 e o petróleo Brent a US$ 104,68.