Grãos ajustam posições em meio a cenário externo
A soja passou por correção moderada após a alta anterior
A soja passou por correção moderada após a alta anterior - Foto: Pixabay
Os mercados agrícolas iniciam o dia sob pressão vendedora, em um cenário de ajustes de posições, fortalecimento do dólar e atenção às negociações internacionais que podem influenciar o comércio de grãos. Segundo a TF Agroeconômica, a ausência de novidades capazes de alterar os fundamentos mantém trigo, soja e milho mais ligados aos movimentos técnicos e aos sinais vindos do cenário geopolítico.
No trigo, o mercado acompanha as reuniões entre representantes dos Estados Unidos, Ucrânia e Rússia, diante do possível impacto sobre os fluxos comerciais do Mar Negro. Até o momento, porém, não houve mudanças concretas nas exportações da região. O avanço do índice DXY para acima de 100 pontos também pressiona os grãos americanos. No Brasil, a média Cepea do trigo subiu 0,20% no Paraná, para R$ 1.535,23, acumulando alta mensal de 5,41%. No Rio Grande do Sul, recuou 0,03% no dia, para R$ 1.419,47, mas sobe 5,22% no mês.
A soja passou por correção moderada após a alta anterior. Em Chicago, o contrato de novembro segue próximo de referências técnicas importantes, enquanto o complexo apresenta comportamento divergente, com fraqueza no óleo e maior sustentação no farelo. Na Argentina, a produção da próxima safra é estimada em 53,6 milhões de toneladas. O mercado também monitora possíveis avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.
No milho, os preços devolveram parte dos ganhos anteriores, com o contrato de dezembro de 2026 abaixo de US$ 5,40 por bushel. A União Europeia já importou 4,47 milhões de toneladas na safra, alta de 27% no comparativo anual. No Brasil, a média Cepea ficou em R$ 69,74, avanço diário de 0,15%. O dólar estava em R$ 5,1145, enquanto o Brent alcançava US$ 99,20.